
DICIONRIO DA BOLA

Revista Placar - Brasil




ABAFA, s. m. Ato de abafar. (V. Jogo do abafa.)
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ABAFAR, v. Exercer presso sobre o time adversrio com bolas
pelo alto;
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afogar. Defender (o goleiro) a bola, cobrindo-a com as mos ou
com o tronco. / Fazer sucesso, agrad ar.
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ACADEMIA, s. f. Designao da S.E. Palmeiras (SP) .
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ACARICIAR, v. Movimentar a bola de modo delicado, geralmente
enquanto se espera uma alternativa para a jogada ou com a
finalidade de deixar o tempo passar.
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ACERTAR, v. Chutar com acerto ou preciso. Atingir um
adversrio com deliberao e violncia. Fazer pontos;
ganhar na loteria esportiva.
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ACESSO, s. m. Forma pela qual um clube passa da diviso a que
pertencia para outra diviso imediatamente superior. / Diviso
de acesso -: grupo de clubes que disputa um torneio com a
finalidade precpua de ascender a uma diviso superior.
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ACHAR, v. Acertar (um adversrio). 
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Aougueiro, s. m. Jogador violento, brutal.
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ADEUS, s. m. (PE) Passe mal feito que no pode ser aproveitado
de nenhum modo.
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ADVERTNCIA, s. f. Ato de o juiz advertir e ameaar de expulso
o jogador que cometeu uma transgresso grave, exibindo-lhe um
carto amarelo e sem prejuzo de marcao e cobrana da
penalidade respectiva.
(O jogador deve ser advertido - ou expulso - pela simples
apresentao do carto, sem outro tipo de admoestao verbal.)
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AREO, s. m. Jogada na qual a bola vai pelo alto, encobrindo
um ou vrios jogadores.
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AFINAR. v. Estabelecer o entendimento entre os jogadores de um time, no
que se refere aos seus deslocamentos e eficiente troca de passes. Ter
medo; fugir (o jogador) ao choque com o adversrio.

AFOGAR, v. Exercer presso sobre a rea adversria chutando bolas pelo
alto. (V. Jogo do abafa e Chuveirinho.)

AGARRAR, v. Pegar ( o goleiro ) a bola sem deixar que lhe escape das
mos. Dificultar ou impedir a movimentao da adversrio segurando-o por
uma das partes do uniforme, ou mesmo do corpo.

AGASALHO, s. m. Vestimenta de malha grosso, ou constituda de cala e
bluso, com a qual os jogadores se abrigam quando no esto disputando
uma partida, ou quando praticam certos exerccios.

AGREDIR, v. Praticar agresso moral ou fsica.

AGREMIAO, s. f. Clube, equipe, time.

AGRESSO, s. f. Ato de agredir ou de atingir fisicamente, no decorrer do
jogo e sem disputa de bola, adversrio, companheiro ou o juiz, e que
fica sujeito s penas estabelecidas pelo Cdigo de Justia Desportiva.
// - a adversrio ou a companheiro: expulso do jogo, pelo juiz, e
suspenso por vinte a 120 dias, conforme julgamento pelo Tribunal. // -
mtua (a que envolve dois ou mais jogadores) : as mesmas punies acima
citadas. // - ao juiz: expulso de campo e suspenso.

AGRIO, s. m. V. Zona do agrio.

GUA, s. f. Usado na expresso " fazer gua ": ser ineficiente na
defesa. (V. Joelho, gua no.)

AGUDO, s. m. Chute de bico.

AJEITAR, v. Por a bola a jeito de ser chutada do melhor modo. Por-se a
jeito para chutar.

ALA, s.f. Dupla de jogadores que habitualmente atua nas laterais do
campo, no ataque ou mesmo na defesa. (Ala direita : ponta-direita e
meia-direita: ala esquerda: ponta-esquerda e meia-esquerda. )

ALAMBRADO, s. m. Tela metlica, resistente, que separa os espectadores
do gramado, nos campos de futebol.

ALAVANCA, s. f. Maneira de conter um adversrio utilizando uma das
pernas como ponto de apoio e o tronco ou os braos como impulsionador.
(Infrao punida com tiro livre direto.)

ALAPO, s. m. Estdio pequeno ou campo, em geral de propriedade de um
clube ,no qual a torcida fica prxima do campo, podendo exercer presso
sobre os jogadores. //  da rua Bariri: campo do Olaria, (GB).

ALAR, v. Erguer, levantar (a bola).

ALFE, s. m . (Aportug. do ingl. half : meio.) Designao em desuso do
jogador que atuava na linha de alfes ( alfe -direito, centeralfe e alfe
-esquerdo), como elemento de ligao entre a defesa propriamente dita e
o ataque.

ALINHAR, v. Formar (as suas linhas), escalar, enumerar. (O Flamengo hoje
alinhar com...).

ALMIRANTE, s. m. Designao do C.R. Vasco da Gama (GB).

ALUGAR, v. Ceder. Ocupar.  o passe: ceder (o jogador) a um clube, por
tempo determinado, seu atestado liberatrio, o que s pode ocorrer
quando ele for o proprietrio do prprio passe. (Ex.: Afonsinho (Olaria,
Vasco, Santos). meio-campo: manter (o time atacante) o seu adversrio
encurralado em seu prprio meio-campo por algum tempo.

ALVI, pref. Branco. Serve para designar as cores dos clubes em que entra
o branco . ( Alvi negro, Botafogo, Corntians, Atltico (MG), Santos;
alvi- rubro, Bangu; alvi verde, Curitiba.)

ALVO, s. m. Objetivo, meta; o gol. // Adj . branco; com uniforme b
ranco.

AMACIAR, s. m. Diminuir o mpeto. Tornar macio . //  a bola: alterar
sua trajetria sem, contudo, domin-la ao primeiro toque. //  as
chuteiras: torn-las mais flexveis e cmodas, conforme faziam os
grandes jogadores de antigamente quando entregavam suas chuteiras ,
ento de m qualidade, a jogadores de quadros inferiores, para que as
amaciassem pelo uso.// - o jogo: disput-lo sem violncia; facilitar os
movimentos do adversrio.

AMADOR, s. m. Jogador que no recebe remunerao para participar de
jogos. (Segundo o CBF, um time profissional no pode escalar para uma
partida mais de trs amadores. V. Profissional no-amador.)

AMADORISMO, s. m. Prtica, caracterstica ou condio de amador. Regime
oposto ao profissionalismo.

AMADORISTA, s. 2 gn. Pessoa qualificada como amador.

AMARELAR, v. Perder a coragem, tremer ante a responsabilidade de uma
partida, ou de um lance difcil. (Driblou todo mundo,mas na hora de
marcar amarelou . Era bom nos juvenis, mas amarelou quando passou para o
primeiro time.)

AMARELO, s. m. Jogador que amarelou ou que costuma amarelar. ( V.
Amarelar. )

AMARRAR, v. usado na expresso amarrar o jogo: segurar; fazer cera;
marcar ( O juiz) repetidas infraes.

AMISTOSO, adj. Partida na qual o resultado no vale pontos para torneio
ou campeonato. Em sentido pejorativo, partida que, embora valendo
pontos,  disputada por uma das equipes, ou por ambas, sem interesse
pelo resultado final ou sem esprito de luta.

AMOLECER, v. Fazer corpo mole; permitir que o adversrio manobre sem
criar obstculos, seja numa jogada seja numa partida, no
necessariamente por fraude, mas para poupar-se ou ao time, face a
compromissos futuros.

AMORTECER, v. Interromper a trajetria de bola com um toque, mas sem
domin-la imediatamente. (O goleiro amortece, depois agarra; os demais
jogadores amortecem , depois dominam.)

ANDAR, v. Evidenciar m forma fsica. Jogar em ritmo lento. (O time
andou em campo V. ltimo andar. )

NGULO, s. m. Encontro de uma das traves com o travesso, forquilha. //
- de crner: encontro das linhas laterais com as linhas de fundo do
campo; // Fechar o -: colocar-se ( em geral com o goleiro) de forma a
reduzir o -: de chute do atacante Sem -: diz-se do chute a gol cuja
trajetria  quase paralela a linha de fundo. // Cortar a -: diz-se do
zagueiro que se coloca de forma a reduzir o ngulo de chute do atacante.

ANIL, s. m. Tom de azul. Usa-se para designar as cores dos clubes em que
entra o anil . (Rubro- anil , Bonsucesso, GB).

ANINHAR, v. Colocar ( a bola ) suavemente dentro do gol adversrio.

ANTECIPAO, s. f. Ato de antecipar ou de antecipar-se . Jogada isolada,
ou tcnica defensiva, que consiste em chegar  bola ou, pelo menos,
disput-la antes que o adversrio a domi ne.

ANTECIPAR, v. Realizar um jogo antes da data prevista. //  se: fazer
uma jogada por antecipao.

ANULAO, s. f. Ato de anular.

ANULAR, v. Tornar sem valor; no considerar para contagem de pontos. //
 o gol: expresso popular incorreta, pois s existe gol quando a bola
passa atravs das traves em conseqncia de uma jogada regular, que
atendeu s regras estabelecidas, a critrio do rbitro; assim sendo, o
rbitro no anula um gol, mas invalida uma jogada .(V. Invalidao e
Invalidar. ) //  o jogo: consider-lo inexistente, sem valor para
contagem de pontos, deciso que compete ao rbitro da partida, ou do TJD
quando a anulao foi obtida atravs de recurso.

APAGAR, v. Usado na expresso "ao apagar das luzes", ou seja, nos
ltimos instantes de um jogo, mesmo que se tenha realizado  luz do sol.
Cansar precocemente; sumir do futebol, quando se trata de jogador que
despontou em categorias inferiores e no rendeu bem nas principais.

APERTAR, v. Marcar (um jogador) o adversrio muito de perto; marcar
colado e sem descanso. Pressionar (um time) o contendor de modo
agressivo. (V. Colar. )

APITADOR, s. m. Juiz; rbitro.

APITAR, s. m. Utilizar (o rbitro) o apito para indicar que tomou uma
deciso. P. ext., dirigir uma partida; servir de rbit ro.

APITO, s. m. Pequeno instrumento sonoro, de sopro, utilizado pelo
rbitro para indicar aos jogadores as decises que tomou a respeito de
certos lances de uma partida. (Nas partidas entre cegos os auxiliares
tambm usam apitos.) // Soprador de : mau juiz, incompetente.

APOIADOR, s. m. e adj. Que, ou aquele que apia; armador.

APOIAR, v. Dar (um jogador) passe aos seus companheiros de ataque sem,
no entanto, participar do mesmo; armar.

APOIO, s. m. Ato de um jogador de meio-campo ou de defesa participar de
uma ao ofensiva dando bolas aos companheiros de ataque. (V.
Mdio-de-apoio e Meia-de-apoio.)

APRONTAR, v. Fazer apronto; treinar. Provocar confuso, seja com jogadas
espetaculares, seja procurando brigas.

APRONTO, s. m. Treino de conjunto a que  submetido um time, realizado
contra outro time (quase sempre do mesmo clube), com caracterstica de
uma partida amistosa.

AQUECER, v. Executar ( o jogador), Imediatamente antes de uma partida,
uma srie de exerccios, com ou sem bola, ou com ou sem massagens, para
ativar os msculos e ficar em condies adequadas para atuar.

AQUECIMENTO, s. m. Ato de aquecer ou de aquecer-se ( o jogador).

ARGANO, adj. ( RS) Diz-se do jogador difcil de ser m arcado.

ARAMADO, s. m. Alambrado.

ARANHA, s. m. Jogador arredio, que no se entrosa com os companheiros.
Goleiro bom, que agarra a bola com segur ana.

ARARUTA, s. m. Refro cantado em conjunto pr torcedores, para protestar
contra a arbitragem, no qual a ltima rima encerra injria ao juiz.

ARBITRAR, v. Servir de rbitro ou juiz de uma partida; exercer as
funes de rbitro ou juiz.

RBITRO, s. m. Pessoa devidamente credenciada pelas entidades oficiais
para dirigir partidas de futebol. Qualquer pessoa que, atendendo s
regras, dirige partidas de futebol entre times no inscritos nas
entidades oficiais; juiz.

ARCO, s. m. Gol; meta.

REA, s. f. Espao delimitado no campo de futebol, a partir de cada gol,
por linhas feitas com um p branco sobre a grama. //  Grande rea, 
penal, ou  de pnalti: retngulo formado pela linha de fundo, por duas
perpendiculares a esta, a 16,50 m de cada baliza, com igual comprimento
e por uma linha horizontal que une as extremidades das duas
perpendiculares, com 40,56 m de comprimento. Em seu interior esto as
traves do gol, a marca de pnalti e a pequena rea, ( V. Gol, Marca de
pnalti, Pnalti e Pequena rea.) Em seu exterior, e delimitada por ela,
est a meia-lua, ( V. Meia-lua. ) A Regra 15 do IB especifica as
punies para as infraes cometidas em seu interior. ( V. Regra 15 . )
// Pequena rea ou  de meta: retngulo existente no interior da grande
rea formado pela linha de fundo, por duas perpendiculares a esta, a
5,50m de cada baliza, com igual comprimento e por uma linha horizontal
que une as extremidades, das duas perpendiculares, com 18,56m de
comprimento. ( Em seu interior o goleiro no pode ser atacado quando
esteja saltando e com os dois ps no ar, tenha ou no a posse da bola.)
// Bico da : qualquer dos dois vrtices dos ngulos formados pelas
linhas das grandes reas que avana pelo campo, ou as proximidades
desses vrtices. // Entrada da rea: qualquer ponto prximo do limite
maior da grande rea , paralelo  linha de fundo. // Prolongamento da :
cada um dos espaos compreendidos entre a rea ( grande e pequena ) e as
linhas laterais que delimitam o campo. // limpar a : desfazer um ataque
adversrio no interior da rea , geralmente rebatendo a bola de qualquer
modo, sem a preocupao de pass-la a um companheiro. // Varrer a :
desfazer um ataque adversrio no interior da rea , sem qualquer
preocupao de passe. // Pequena rea  do goleiro. Ditado pop.
Significa que, em bolas lanadas pelo adversrio dentro da pequena rea
que defende, o goleiro  responsvel pelo corte. Lembra o fato ao
goleiro e aos beques, evitando que esses, tentando salvar, atrapalhem o
dito goleiro.

ARETE, s. m. Atacante impetuoso, que rompe a defesa adversria. ( Por
similitude  antiga mquina de guerra do mesmo nome, empregada em romper
muralhas e portes inimigos.)

ARMADOR, s. m. Jogador que arma ou prepara jogadas para seus
companheiros de ataque (meia- armador .).

ARMANDINHO, s. m. Atacante que busca o jogo sem atuar como
ponta-de-lana, mas tambm no sendo homem de meio-de-campo. Designao
do juiz agitado, que gesticula muito. (Inspirado no estilo de atuao do
juiz Armando Nunes Castanheiras da Rosa Marques.)

ARMAR, v. Preparar; estabelecer condies favorveis ( armar o chute, o
passe, a jogada). //  o time: dar-lhe (o tcnico) uma estrutura ttica,
escolhendo os jogadores para cada funo ou posio.

ARQUEIRO, s. m. Goleiro.

ARQUIBALDA, s. f. Corruptela de arquibancada.

ARQUIBANCADA, s. f. Construo em degraus, com ou sem cobertura, em
geral sem cadeiras, existente no limite externos de certos campos, para
acomodar o pblico que, habitualmente, assenta em seus degraus; bancada;
arquibalda.

ARRANCADA, s. f. Ato de arrancar . Ao ofensiva sbita, na qual o time,
partindo de uma posio defensiva ou intermediria, dispara contra o gol
adversrio.  individual: a que  feita por um nico jogador.

ARRANCAR, v. Realizar uma arrancada.

ARRANCA-TOCO, s.m. Diz-se, em sentido pejorativo, do time, do jogador ou
do jogo de vrzea ou do interior, sem um mnimo de condies tcnicas.
(Devido  possvel existncia de tocos nos campos rsticos, os quais
seriam arrancados pelos chutes dos jogadores.)

ARRECADAO, s. f. Ato de arrecadar . Importncia arrecadada.

ARRECADAR, v. Receber as importncias correspondentes s entradas pagas
para assistir a um jogo, torneio, etc.

ARREMATAR, v. Chutar a gol, concluir uma ao ofensiva .

ARREMATE, s. m. Ato de arrematar; chute final em direo ao gol com a
inteno de marcar o tento.  final: forma errnea de arremate.

ARREMESSAR, v. Fazer arremesso.

ARREMESSO, s. m. Ato de movimentar as bolas com as mos. //  lateral:
forma legal (Regra 15) de reposio da bola em jogo quando ela sai pela
linha lateral e nica ocasio em que os jogadores, exceto os goleiros,
devem movimentar a bola com as mos, o que ocorre quando ela foi posta
fora de campo por jogador adversrio. ( O jogador que faz o arremesso
lateral deve estar parado fora do campo, nas proximidades do local onde
a bola saiu, movimentando-a com as duas mos simultaneamente, por cima
da cabea, e tendo os dois ps no cho, fora de campo.)

ARREPIAR, v. Entrar com violncia sobre o adversrio, sem chegar
propriamente a atingi-lo, mas buscando uma soluo imediata. (O goleiro,
p. ex., grita para o seu beque: "Arrepia, fulano !", pedindo-lhe, assim,
que resolva a situao de qualquer modo, sem necessariamente atingir
algum.)

ARRUMAR, v. Usado na expresso "arrumar a casa", que define uma jogada
na qual um ou mais jogadores contm a investida adversria e, trocando
passes ou falando entre si, recompem o esquema ttico e tranqilizam o
time.

ARTFICE, s. m. Diz-se do jogador responsvel direto por um resultado
positivo (de jogada, gol ou partida).

ARTILHARIA, s. f. Capacidade de uma equipe gols ou a medida dessa
capacidade; linha de ataque, atacantes.

ARTILHEIRO, s. m. Jogador que marca muitos gols. Jogador que marca o
maior nmeros de gols num time ou num torneio. //  negativo: jogador
que marca 1 ou mais gols contra seu prprio time.

ARTISTA, s. m. Jogador que faz jogadas bonitas mas nem sempre
necessrias. Jogador que, fora do campo, tem atitudes ou gestos
demasiadamente maneirosos.

ARTRITE, s.f. Inflamao na articulao, em geral decorrente de
predisposio do organismo.

ARTROSE, s. f. Afeco, sem carter inflamatrio, de uma articulao.

S, s. m. Craque; grande jogador.

ASA, s. f. Designao de uma dupla de jogadores de posies prximas e
quase sempre atuando em uma das laterais do gramado ( asa direita e asa
esquerda.) //  mdia: a dupla dos mdios que atuavam do mesmo modo (
asa mdia direita e asa mdia esquerda.) //  de aucareiro: jogador
que, ao ver seu time atacado, fica parado com as mos nas cadeiras.
(Falando-se, em geral, de jogador de ataque.)

ASPIRA, s. m. Corruptela de aspirante.

ASPIRANTE, adj. e s. m. Que, ou jogador que provm de categorias
inferiores, ou de outro clube, e que procura atingir a equipe principal.
(Em certa poca foram organizados com substitutos e reservas times de
aspirantes que inclusive disputavam campeonatos dessa categoria, ora
extintos.) Aspira.

ASSALTO, s. m. Denominao do jogo no qual um dos times foi visivelmente
prejudicado pelo rbitro.

ASSASSINO s. m. Jogador to violento que poria em risco a prpria vida
dos adversrios.

ASSINALAR, v. Marcar (o juiz) uma infrao. Indicar, recomendar (um
jogador) a um clube. Marcar (o jogador) um gol.

ASSISTENTE, adj. 2 gn. e s. 2 gn. Que, ou aquele que assiste a uma
partida. //  privilegiado: goleiro que pouco atuou devido 
ineficincia do ataque adversrio; jogador que mais assiste a uma
partida do que disputa; jogador que atua pouco, por no receber
colaborao de seus companheiros.

ASSOCIATION (assoussieixen, literalmente, associao), s. f., palavra
inglesa que completa a expresso Football Association (Associao de
Futebol), por oposio  Rugby League (rgbil&igrave;g), Lida do Rgbi.
Os dois esportes irmos ficaram conhecidos, o, primeiro pelo nome da
escola que o codificou, e o segundo pelo nome de sua primeira entidade.
(V. siglas FA, FIFA e IB.)

ATACANTE, adj. Que ataca, que joga no ataque . S. m. Jogador que tem a
funo primordial de organizar ou de finalizar os ataques do seu time.

ATADURA, s. f. Faixa de pano com que se envolve a parte do corpo
machucada. Faixa de pano com que os jogadores envolvem os ps para
dar-lhes maior firmeza para evitar o atrito das meias e tores do
tornozelo, e, nos goleiros, dos punhos.

ATALHO, s. m. Passagem estreita numa defesa pela qual o atacante procura
passar. // Achar, procurar um : jogada que consiste em passar a bola
por um lado do adversrio e correr pelo outro para reconquist-la atrs
dele.

ATESTADO LIBERATRIO, Ioc. subs. Documento pelo qual um clube cede a
outro os direitos que possua sobre um jogador. (V. Passe .)

ATLE-COLO, s.m. Designao das partidas disputadas entre o C. A.
Paranaense e o Colorado Esporte Clube (Curitiba, PR ).

ATLETA, s. m. Jogador.

ATLE-TIBA, s. m. Designao das partidas disputadas entre o C. A.
Paranaense e o Curitiba F, C. (Curitiba, PR).

ATRASAR, v. Tocar a bola no sentido do seu prprio g ol.

AURI, pref. Amarelo- ouro . Usa-se para designar as cores do clube em
que esse tom. ( Auri verde, Seleo Brasileira; auri negro, Pearol,
Montevidu.)

AUTORIDADE, s. f. Designao genrica da pessoa que tem poder de deciso
num clube, time, entidade, tribunal esportivo, etc. e, restritamente,
juiz, rbitro de um jogo. //  mxima: o juiz.

AUXILIAR, s. m. Pessoa que, com funes apenas informativas, auxilia o
juiz no decorrer do jogo, acenando com uma bandeirinha ou por meio de
outros sinais convencionais; bandeirinha; fiscal de linha. (Os
auxiliares so em nmero de dois e suas funes esto definidas pela
Regra 4.)

AVANTE, s. m. Atacante. // Int. Para a frente! Adiante! (Empregada
geralmente em faixa.)

AVE-MARIA, s.f. V. Turma.

AVENIDA, s. f. Zagueiro que marca de modo ineficiente e por quem os
adversrios passam com facilidade. // Abrir uma : fazer no adversrio
um talho extenso e profundo, em geral com as travas da chuteira;
realizar uma jogada ou um movimento ofensivo que abra espao na defesa
adversria.

AZARO, s. m. Time cuja vitria numa partida ou torneio era muito pouco
provvel: zebra.

AZOUGUE, s. m. Jogador gil, rpido, perigoso.

BABA, s. m. Jogador que o clube afasta da equipe principal. (Corruptela
de Rebarba. ) (BA) Jogo sem importncia, pelada.

BACALHAU, s. m. Designao pejorativa do C. R. Vasco da Gama (GB).

BAGAO, s. m. Jogador exausto ou que no  mais aproveitvel. // Cair no
: levar (o jogador) vida pessoal desregrada. // Turma do : jogadores
que, por falta de condies tcnicas ou pessoais, foram postos  margem
pelo clube a que pertencem ou pelo futebol em geral. // Estar no bagao:
estar exausto.

BAGRINHO, s. m. Jogador de diviso inferior; jogador recm-chegado a um
clube e ainda sem destaque.

BAIANA, s. m. Asa de aucareiro.

BAILE, s. m. Situao na qual o time que est vencendo o jogo troca
passes e enfeita as jogadas, sem forar os ataques e aproveitando-se da
passividade ou da confuso do adversrio. Jogo vencido com extrema
facilidade; passeio.

BALANO, s. m. Tiro forte, violento.

BALANAR, v. Sacudir; criar perigo. //  o coreto: ameaar ou
desorganizar o esquema de jogo do time adversrio; fazer uma jogada de
efeito que possa ter as mesmas conseqncias. //  a roseira : marcar um
gol com chute forte.//  o vu da noiva: balanar a roseira.

BALO, s. m. A bola de futebol mais usado na expresso " balo de
couro". Jogada na qual a bola encobre o adversrio. Chute alto, sem
direo.

BALOZINHO, s. m. Jogada na qual o jogador passa a bola por cima do
adversrio recuperando-a do outro lado. O mesmo que chapu e lenol.

BALEADO, adj. Contundido; fora de forma. S. m. Diz-se do jogador que,
embora tenha uma contuso ou uma leso crnica, no deixa de jo gar.

BALEIA, s. f. Designao popular do Santos F. C. (SP).

BALPODO, s. m. Expresso formadas com radicais gregos ( bales, bola e
podo, p) para substituir o anglicismo no futebol, mas que no aprovou;
ludopdico.

BALIZA, s. f. Cada uma das duas traves verticais que, com o travesso
que as liga, forma o gol.

BANCADA, s. f. Arquibancada. Por extenso, a torcida.

BANCO, s.m. Lugar ou assento onde ficam ou ficavam os reservas durante o
jogo. Reserva de um jogador titular. // Estar no : estar na reserva. //
Gerente de : denominao pejorativa dada ao jogador que, por motivos
diversos, passa muito jogos na situao de reserva.

BANDA, s. f. Rasteira, pernada. // Chute de : chute com o lado do p.

BANDEIRA, s. f. Pedao de pano, com mastro, usado no campo. //  de
crner: pequena bandeira montada em mastro no menor de 1,50m, fixado ao
solo em cada um dos quatro ngulos formado pelas linhas laterais com as
linhas de fundo do campo, de conformidade com as regras do futebol. // 
do auxiliar: pequena bandeira manual de cabo curto, que os auxiliares
(bandeirinhas) agitam quando querem indicar ao juiz que falta que
constataram; bandeirinha. (Pode ser de qualquer cor, desde que se
destaque, mas a FIFA sugere que seja amarela e vermelha para
identificao do auxiliar.) //  do meio-do-campo: bandeira semelhante 
do crner, fixada fora do campo, a pelo menos 1,5m de cada interseo da
linha do meio-de-campo com as laterais.

BANDEIRINHA, s. m. Auxiliar do juiz que acena com uma bandeira pequena
para indicar as infraes que observou. ( V. Auxiliar. )

BANDEJA, s. f. Usado nas expresses " dar de bandeja " e "receber na
bandeja ", respectivamente, no sentido de dar ou receber a bola com
facilidade e preciso, para que jogada prossiga em condies favorveis.

BANDIDO, s. m. Jogador adversrio. Jogador violento, que disputa as
bolas com deslealdade.

BANDINHA, s. f. Pequena banda de msica destinada a animar a torcida ou
o time, durante uma partida. (No confundir com charanga. )

BANDO, s. m. Time; equipe; equipe desorganizada. // Virar :
descontrolar-se taticamente durante uma partida.

BANHEIRA, s.f. V. Impedimento; off-side.  de imerso: espcie de
banheira para uma ou mais pessoas, com gua morna ou quente, existente
nos grandes estdios, e que serve para relaxamento muscular dos
jogadores aps os prlios.

BANHO, s. m. Usado nas expresses:  de bola: superioridade inconteste,
vitria arrasadora, surra;  de cuia: balozinho. // banho-maria: levar
o jogo em ritmo lento, quase sempre sem arriscar aes ofensivas e
visando a evitar alteraes no resultado do jogo .// Dar um : ganhar um
jogo por grande diferena de gols.

BAQUE, s. m. (RS) O mesmo que beque.

BARBA, CABELO E BIGODE  expresso, ora em desuso, existentes ao tempo
em que os juvenis, os aspirantes e os profissionais de um clube
defrontavam-se, no mesmo dia, com adversrios das mesmas categorias. O
clube que porventura houvesse ganho as trs partidas tinha feito o
servio completo no adversrio, i. e., barba, cabelo e bigode.

BARBANTE, s. m. A rede de barbante grosso que reveste a parte posterior
do gol. // Bola no : o choque da bola com a rede do gol; gol.

BARRAR, v. Impedir a passagem ou a movimentao do jogador ou da bola.
Substituir com antecedncia um jogador titular por outro considerado em
melhor forma tcnica.

BARREIRA, s. f. Grupo de jogadores de um time que se postam em linha
entre seu gol e a bola, quando vai ser cobrado um tiro livre, direto ou
indireto. (A barreira s pode ser constituda aps autorizao do juiz,
 distncia de, pelo menos, 9,15m do ponto de onde ser cobrada a
penalidade e os seus integrantes s podem se movimentar depois que a
bola for chutada pelo cobrador da falta.) // ltima barreira: o goleiro.

BASTIO, s. m. O setor de defesa; o jogador de defesa. // ltimo : o
goleiro.

BATE-BOLA, s. m. Jogo informal, geralmente se os times completos;
treino. Troca de passes antes de ser iniciado o jogo, para aquecimento
ou diverso.

BATEDOR, s. m. Jogador encarregado de bater os tiros livres a favor de
sua equipe.

BATE-PRONTO, s. m. Chute dado na bola no exato momento em que ela mal
toca no cho.

BATER, v. Cobrar uma falta ou penalidade. Ultrapassar o adversrio,
venc-lo num lance. // Jogar violentamente ("A defesa do Palmeiras est
batendo "). //  a carteira: tomar a bola do adversrio surpreendendo-o
pelas costas. //  roupa (GB): rebater (o goleiro) a bola com as duas
mos, sem agarr-la, deixando-a quase sempre ao alcance do adversrio.

BECANCA  BECANA, s. f. Os beques, em geral, seja qual for o nmeros
deles, mas, comumente, os dois beques de rea. (V. Zaga. )

BELINADA, s. f. Rebatida violenta atingindo a bola e, s vezes, o
adversrio tambm, conforme o estilo brusco do zagueiro central Belini
(Hideraldo Lus Belini , capito da Seleo Brasileira vencedora da Copa
de 1958 e reserva e bicampeo da Copa de 1962).

BEQUE, s. m. Jogador de defesa que, na formao do time, joga
imediatamente  frente do goleiro ( aportug. do ing. back ) . // 
central: o que jogava pelo meio, ao tempo da existncia de trs beques.
Ao passarem para quatro, continua-se a denominar de "central" o que atua
ao lado do seu companheiro da direita. //  da roa: zagueiro com pouca
tcnica, que recorre s rebatidas a esmo. //  de avano: o que jogava
com mais liberdade de movimentos e  frente do seu companheiro, o beque
de espera , ao tempo do sistema de dois beques. //  de espera: o que
jogava imediatamente antes do goleiro, com posio fixa.//  de sobra: o
que, em qualquer sistema de defesa, no d o primeiro combate ao
adversrio, mas cuida mais de cobrir os companheiros. //  direito e 
esquerdo: os que, respectivamente, jogavam pela direita e pela esquerda
do goleiro, ao tempo da existncia do sistema de dois beques. // 
lateral: aqueles que joga na faixa prxima s linhas laterais do
gramado; //  marcador de ponta: beque lateral; //  quarto- beque:
zagueiro interior esquerdo no sistema 4-2-4 e suas variantes. Designao
do atacante inoperante que atua como mais um beque para o adversrio. //
 quper: jogador que, em partidas no-oficiais, acumula as funes de
goleiro e de ltimo zagueiro.

BEXIGA, s. f. Bola de futebol. Bola feita de bexiga de boi, cheia de ar,
usada como bola.(As primeiras cmaras de ar das bolas eram feitas de
bexigas. )

BICAMPEO, s. m. Jogador ou clube que foi campeo duas vezes seguidas.

BICAMPEONATO, s. m. Campeonato ganho duas vezes seguidas.

BICANCA, s. f. Chute violento desferido na bola com o bico da chuteira;
parte da chuteira, antigamente recoberta de metal, que cobre o bico do
p.

BICO, s. m. Chute forte, de bico.

BICICLETA, s. f. Jogada na qual o jogador, tendo atrs de si o gol
adversrio, salta e em posio mais ou menos horizontal, de costas para
o cho, chuta a bola por cima da cabea. // Meia bicicleta: jogada
semelhante  anterior, na qual o jogador no fica de costas para o cho,
mas de lado, ou ainda, quando executa a bicicleta mas com um dos ps no
c ho.

BICHADO, adj. Jogador que tem uma contuso ou molstia crnica. Jogador
que demora mais tempo do que a mdia para se recuperar de uma contuso.

BICHEIRA, s. f. Doena ou ferimento crnico. Facilidade para se
contundir.// Ter : estar quase sempre sem condies de jogar.

BICHO, s. m. Gratificao paga, a critrio do clube, aos jogadores e ao
tcnico (e, em certo casos, a outros auxiliares) por um resultado
favorvel obtido numa partida ou num torneio.

BICO, s. m. A ponta da chuteira. Pequeno tubo metlico que se adapta 
bomba e  vlvula da cmara de ar da bola para ench-la. // Chute de :
o que  dado com a ponta da chuteira, o que no assegura direo  bola.
(Praticamente abolido pelos jogadores de recursos, embora os de
antigamente o empregassem com freqncia.) //  pra frente: modo
pejorativo de dizer que um jogador ou um time no tem recursos tcnicos
ou tticos, limitando-se a chutar pra frente.

BICUDA, s. f. Chute de bico .

BIGORNA, s. m. (RS) Atacante rompedor, valente; arete.

BIGULIM, s. m. (SP) Bico (tubo metlico).

BILHETERIA, s. f. Local onde so vendidos bilhetes ou ingressos para um
jogo. (Fig.) Boa renda (de um jogo).

BIRRO, s. m. (tubo metlico).

BITOQUE, s. m. Tipo de treinamento que reproduz um jogo de futebol, mas
com a particularidade de que os jogadores s podem, em cada jogada ou
interveno, tocar, no mximo, duas vezes na bola. Dois-toques.

BLITZ, s. f. (alem.) Ataque em massa, ataque cerrado; sucesso de
ataques.

BLOQUEAR, v. Fazer bloqueio. Impedir a movimentao.

BLOQUEIO, s. m. Ato de bloquear , de impedir a passagem do adversrio
para que no se apodere da bola ou possa lan-l a.

BOBEIRA, s. f. Distrao; falha infantil. // Ficar de : no participar
de modo ativo do jogo.

BOBINHO, s. m. Bobo.

BOBO, s. m. Passatempo no qual um grupo de jogadores faz um crculo e
fica trocando passes sem ajeitar a bola, enquanto um outro, no centro,
procura alcan-la; dependendo do nmero de participantes, aumenta-se o
nmero de bolas e diminui-se o nmero de toques na bola.

BOCA, s. f. Usado na expresso " boca do tnel", ponto final da passagem
subterrnea que, em certos campos, liga os vestirios ao campo
propriamente dito. //  do estmago: expresso usada para indicar leses
nos rgos genitais e no baixo-ventre dos jogadores. // Dar uma :
enganar o adversrio simulando um movimento ou jogada e atuando de modo
diferente . // Estar na  do tnel: participar de algum modo da direo
ttica de um time, pois, antigamente, ali ficava o treinador. // Estar
na : estar  espreita, estar esperando para intervir. // Estar numa :
aproveitar-se de uma facilidade ou be nefcio.

BOCA EGRA, s. m. Designao da torcida e do antigo C. A. Ferrovirio
(Curitiba, PR), atual Colorado E.C.

BODE, s. m. Jogador ruim.

BODE-CEGO, s. m. Jogador que atua de cabea baixa, olhando mais para a
bola do que para o gol ou para os demais jogadores. Jogador sem
habilidade, mas corajoso. Jogador que cabeceia bem, mas tem poucos
recursos tcnicos.

BOLA, s. f. Objeto esfrico usado nos jogos de futebol, habitualmente
feito de couro ou similar, provido de cmara de ar inflada atravs de
vlvula embutida. (A Regra dois no especifica o seu material, mas
recomenda que "no oferea perigo aos jogadores"; tambm no especifica
a sua cor, sendo, no entanto, preferidas as da cor do couro cru, as
brancas e as quadriculadas de branco e preto, embora estas ltimas sejam
proibidas pela Associao de Futebol da Inglaterra e outras. No incio
de uma partida oficial, a circunferncia mxima da bola dever ser de 71
cm e a mnima de 68 cm; seu peso mximo dever ser de 453 g e o mnimo
de 396 g, com presso igual  atmosfrica convencional, ou seja, 1 kg
por cm, ao nvel do mar. A bola deve ser fornecida pelo clube ou pela
entidade que administra o estdio ou campo onde se realiza a partida e
poder ser substituda tantas vezes quantas necessrias, mas sempre com
autorizao do juiz do jogo. // Sinn. mais conhecidos: balo, balo de
couro, bolo, ela, esfera, laranja, leonor, maricota, menina,
perseguida.) //  ao alto: maneira de dar prosseguimento a um jogo no
qual no so atendidas todas as regras, ou quando no h juiz. //  ao
cho: maneira regular de reiniciar um jogo quando o mesmo  interrompido
sem que nenhum dos dois adversrios tenha cometido infrao. (A bola 
jogada pelo juiz e s pode ser tocada depois de atingir o solo.) //  de
meia: a que  improvisada com um p de meia recheada com trapos ou
papel; designao pejorativa do time ou do jogo de pssimo nvel
tcnico. //  em jogo: momento no qual o juiz determina o reincio da
partida que fora interrompida, por ele mesmo, para cobrana de
penalidade, ou por haver a bola ultrapassado as linhas que delimitam
externamente o campo, inclusive quando h gol. //  na lagoa: fazer
cera, passar o tempo. (Provm da poca em que o campo do Clube Regatas
Flamengo, GB, ficava  beira da lagoa Rodrigo de Freitas, para onde os
jogadores chutavam a bola a fim de fazer passar o tempo.) //  na mo:
lance no qual a bola toca na mo ou no brao de um jogador (exclusive o
goleiro)sem que ele tenha tido esta inteno, competindo ao juiz
interpretar se houve ou no a penalidade. //  presa: situao na qual a
bola no pode ser movimentada por estar retida entre as pernas de um ou
mais jogadores. // quadrada: designao do jogador ou time inbil, que
tem dificuldade de dominar a bola. // Apanhar da : evidenciar (o
jogador)grande dificuldade em domin-la, ou deixar que ela lhe escape
com freqncia. // Bom de : designao do jogador ou time que joga bem,
que ganha partidas. // Dono da : designao do jogador que tenta dar
ordens aos seus companheiros de partida, ou que retm demasiadamente a
bola, durante as jogadas. // fome de : designao do jogador ou do time
que, durante as jogadas, demonstra entusiasmo na disputa e na posse da
bola . // inventor da : designao do indivduo que pretende saber tudo
a respeito de futebol. // Ir na : procurar (o jogador), em lances
divididos, atingir a bola mesmo que tenha que atingir um adversrio. //
Sem : ou jogar sem : deslocar-se em movimentao ttica sem a bola .
// Toque de : capacidade do jogador ou do time de dominar a bola , bem
como de moviment-la com passes curtos e precisos.

BOLACHA, s. f. Tapa; bofetada. Chute com a face interior do p. Chute
violento.

BOLADA, s. f. Pancada com a bola . (BA) Jogada bonita.

BOLO, s. m. Medicine-ball. Chute forte para frente, pelo alto e sem
direo. futebol de categoria ("Bituca joga um bolo ").

BOLO, s. m. Designao popular da Loteria Esportiva. adj. timo
jogador. // Jogar um : jogar muito bem. // Dar um : dar um passe
magnfico.

BOLAP, s. m. designao pejorativa dada ao futebol pelo escritor
carioca Lima Barreto, inimigo deste esporte.

BOLEIRO, s. m. Designao pejorativa do jogador de profissional futebol.
Jogador que aceita bola , no sentido de suborno. (BA) Jogador que se
esfora somente s vsperas da renovao de seus contratos; mercenrio.

BOLINHA, s. m. Designao genrica e popular de certos medicamentos
excitantes e que eliminam provisoriamente o cansao durante o jogo
(tomar bolinha ). (V. Dopar e Doping). // Jogar uma : jogar mal. //
Tocar uma : jogar de modo dedicado, macio. // Trocar bolinhas : trocar
passes a curta distancia.

BOLO, s. m. Soma de dinheiro formada pelas contribuies de dois ou mais
parceiros que apostaram em determinado lance ou no resultado de uma ou
mais partidas. //  de linha: aquele em que cada apostador fica, por
sorteio ou escolha, com um o mais nmeros correspondentes a os nmeros
das camisas dos cinco atacantes de um time ou dos dez atacantes, cinco
de cada um deles: ganhar quem estiver de posse do nmero da camisa do
jogador que marcar o primeiro gol. //  de resultado : aquele em que os
apostadores atribuem resultados a vrios jogos: ganhar que marcar mais
pontos. (Tabela mais comum para o bolo de resultado: resultado correto,
5 pontos; resultado do vencedor, 3 pontos; empate, 3 pontos; resultado
do perdedor, 2 pontos; e vencedor, 1 pon to.)

BOMBA, s. f. Chute extremamente violento desferido em direo ao gol;
jogador de baixo nvel tcnico, ruim, de sagradvel.

BOMBARDEIO, s. m. Ataque em so desferidos chutes seguidos contra o gol
adversrio.

BONDE, s. m. Mau jogador; jogador lento, pesado. (V. Perna do bonde. )

BORBOLETA, s. f. (V. Caar borboleta.)

BORDER, s. m. (Do francs bordereau .) Controle da arrecadao bruta de
uma partida, com a especificao dos descontos, taxas e despesas, bem
como da parte que cabe a cada um dos clubes dis putantes.

BOTA, s. f. Chuteira.

BOTE, s. m. Salto repentino do goleiro, para segurar a bola.

BOTINA, s. f. Chuteira.

BOTINADA, s. f. Pontap; chute desferido no adversrio.

BRECHA, s. f. Espao eventual e estreito que surge numa formao
defensiva e pelo qual o adversrio pode lanar a bola ou mesmo penetrar.

BREFOR, s. m. Corruptela de Belfort (Duarte), jogador do passado, que
popularizou uma jogada na qual a bola  tocada, no ar, com um dos ps e
chutada com o outro. ("Tirar de Brefor " era a expresso usada.)

BRINCAR, v. Usado na expresso " brincar nas onze" pela qual um jogador
se diz capaz de jogar em qualquer das onze posies de um time.

BUGRE, s. m. Designao do Guarani F. C. (Campinas, SP) e do Aimor F.
C. (So Leopoldo, RS). Usado tambm para designar outros clubes com
nomes indgenas.

BUMBA-MEU-BOI, s. m. Chute de um defensor, que sobe muito mas tem pouca
extenso, quase sempre acidental. O mesmo que Viva So Joo .

BURRA, s. f. Designao popular da A. A. Portuguesa de Desportos (So
Paulo, SP): a burra do Canind.

CABEA, s. m. Lder, organizador do time em campo. //  de bagre: mau
jogador. // Meter a : arriscar-se; disputar uma jogada que favorece
mais o adversrio.

CABEADA, s. f. Pancada que se d na bola com a cabea ; testada. Jogada
ou atitude irrefletida.

CABEAR, v. Forma popular de cabecear.

CABECEADOR, s. m. Aquele que cabeceia bem ou freqentement e.

CABECEAR, v. Impulsionar a bola com a cabea ; dar cabeada.

CABEUDO, s. m. e adj. Que, ou jogador que joga mal, que no tem
malcia. // Botar os cabeudos na roda: trocar uma srie de passes
desorientando os adversrios e obrigando-os a correr atrs da bola sem
alcana-la. (V. Baile e Ol. )

CACARECO, s. m. Jogador imprestvel; time formado com jogadores dessa
categoria. (Denominao dada por Gentil Cardoso a uma seleo de
aspirantes que treinou.)

CAAR, v. Perseguir o adversrio com deslealdade. //  borboleta: falhar
por completo (o goleiro) ao tentar agarrar ou desviar com as mos uma
bola alta.

CACETADA, s. f. Chute forte. Pontap violento dado no ad versrio.

CACETE, s. m. Chute violento. // Baixar o : dar cacetadas ; jogar com
violncia.

CACHORRADA, s. f. Forma de marcao, desprovida de tcnica, na qual
grande nmero de jogadores de um time persegue a bola e o adversrio que
a detm pr todo campo. // Designao pejorativa da torcida do Botafogo
F. R. (GB).

CADEIRA, s. f. Assento, nmerado ou no, existente em recinto privado de
certos estdios. //  cativa: cadeira adquirida em carter permanente e
que d direito de assistir a todos os jogos realizados no estdio sem
pagar entrada. // Ter cadeira cativa : ter posio assegurada num time,
num clube, numa entidade, etc.

CADETE, s. m. Designao do So Cristovo F. R. (GB) e de sua torcida.

CIBRA, s. f. Contrao involuntria e dolorosa de um msculo ou grupo
de msculos, que ocorre principalmente na perna do jogador em ao,
ocasionada por fadiga muscular.

CAIR, v. Desequilibrar-se e ir ao solo (o jogador). Tomar uma
determinada trajetria em direo ao solo (a bola). //  de maduro (ou
de podre): cair sozinho por cansao ou falta de agilidade.

CAIXA, s. f. Peito, trax. // Matar na : dominar a bola com um toque de
peito, caixa de catarro .

CAL, s. f. Subistncia em p tradicionalmente empregada para a marcao
do campo, embora pouco recomendvel, pois destri a grama e pode
provocar queimaduras nos jogadores, pelo que deve ser abandonada, em
especial face  determinao da IB que, em novembro/71, proibiu, na
marcao do campo, o emprego de "substncias que possam por em risco a
sade dos atletas". (os estdios mais modernos j empregam, em
substituio  cal, uma espcie de talco de gesso.)

CALA-FROUXA, s. m. Jogador medroso.

CALCANHA, s. m. Corruptela de calcanhar.

CALCANHAR, s. m. A parte posterior do p e, por extenso, a parte
correspondente da chuteira. // Dar de : fazer um passe com essa parte
do p. (V. Chilena .)

CALO, s. m. Cala curta, sem braguilha, presa  cintura por um
cadaro, a qual faz parte do uniforme do jogador.

CALAR, v. Prender, por trs ou por cima, com o p, o p do adversrio,
para leva-lo a cair.

CALCIFICAO, s. f. (med.) Ossificao anormal dos tecidos orgnicos
pelo depsito ou incrustrao de sais de clcio. designao errnea da
soldadura do osso aps fratura.

CALO, s. m. Ato de calar ; toco; travada.

CALDEIRO DO DIABO, loc. subs. Designao do estdio do Clube Atltico
Paranaense (Curitiba, PR).

CALENDRIO, s. m. Tabela que especifica as datas em que sero disputdos
jogos de um campeonato ou torneio, em geral estabelecido por uma
entidade oficial.

CALO, s. m. Endurecimento acidental da pele, algumas vezes muito
doloroso, provocado por atrito continuado. // Dar de : chutar com a
parte do p  altura do dedo mnimo, o que leva o chute a sair
geralmente em curva.

CAMA-DE-GATO, s. f. Falta comentida durante a disputa da bola, na qual o
jogador simula saltar e, com o corpo, desequilibra o adversrio pelas
costas. (Infrao punida pela regra 12.)

CAMRA DE AR, Ioc. subs. Balo de borracha existente no interior da bola
e que  inflado ou desinflado para que a presso interna atenda as
exigncias das Regras.

CAMARIM, s. m. Pequeno quarto existente nos vestirios, onde o juiz ou
os jogadores trocam de roupa antes e depois das partidas, Vestirios.

CAMAROTE, s. m. Compartimento, nas tribunas, privativo para um pequeno
nmero de pessoas. // Assistir de : presenciar (um jogo ) com todo
conforto; assistir a um lance ou um jogo sem preocupao por seu
insucesso.

CMBIO, s. m. Usado na expresso " cmbio negro", que designa a venda de
ingressos para partidas a preos acima dos oficiais e sujeitos s
flutuaes da procura. Preo, cotao.

CAMBISTA, s. 2. gn. Pessoa que vende por conta prpria ingressos para
jogos, em geral por preos acima da tabela e sujeitos s flutuaes da
procura. (V. cmbio negro .)

CAMISA, s. f. Pea do uniforme do jogador que, por suas cores, designa o
clube ou a seleo pela qual ele joga e que tem um grande nmero s
costas para identificar quem a usa. //  dez: o melhor jogador do time
(por referncia  camisa do jogador Pel, que tem esse nmero ). // 
doze: a torcida. // Suar a : esforar-se muito durante um jogo. // Ter
: evidenciar amor pelas cores de um clube; ter tradio em um clube. //
Troca de s: cerimnia realizada ao fim de certos jogos (em especial os
internacionais), na qual os jogadores dos times disputantes permutam
entre si as camisas com que haviam disputado o jogo.

CAMPEO, s. m. Clube ou time que venceu um campeonato ou torneio; por
extenso, jogador que integra um time campeo. //  dos campees:
designao do C. R. V.asco da Gama (GB).

CAMPEONATO, s. m. Conjunto de jogos entre vrios time que se enfrentam
mutuamente ou no, e que indica um vencedor atravs de um sistema de
contagem de pontos preestabelecido.

CAMPO, s. m. Espao de terreno onde so disputadas partidas de futebol,
tradicionalmente provido de grama natural, e com as seguintes medidas
oficiais: comprimento, entre 90m e 120m, e largura, entre 45m e 90m,
sendo que, para partidas internacionais, os limites devero ser de 100 m
a 110 m, para o comprimento e de 54 m a 75 m para a largura; mas, em
qualquer hiptese, o comprimento dever ser superior  largura. (Alm
dos limites externos, o campo dever ter as seguintes marcaes: linha
divisria do meio-campo, grandes reas, pequenas reas, meias-luas,
grande crculo, marcas de pnalti, de escanteio e marca central. Dever
ter tambm os gols delimitados por suas travas e por bandeiras nos
pontos de escanteio. (V. rea, grande e pequena; Escanteio; Linha
divisria; Marca; Meia-lua; Meio-campo e Pnalti . ) //  de ao:
espao do campo utilizado pelo jogador ou pelo time para se movimentar.
//  de ataque: a metade do campo em que se localiza o gol a ser
atingido por um time. //  de defesa: a metade do campo em que se
localiza o gol a ser defendido por um time. //  neutro: o que no
pertence a nenhuma das duas equipes ou entidades disputantes, ou que
est em local onde elas no tem sede. //  ou bola? Pergunta que o juiz
faz ao capito do time ganhador do toss, que, assim, poder optar pela
sada da bola ou pelo campo a ser defendido.

CANARINHO, adj. Designativo da Seleo Brasileria, devido  cor de fundo
das suas camisas, amarelo-ouro, que lembra a do canrio -da-terra.

CANCHA, s. f. Campo de futebol. // Dar : dar espao para que adversrio
se movimente, seja numa disputa, seja numa perseguio. // Ter : ter
experincia; jogar utilizando a experincia.

CANECO, s. m. (Pop.) Taa.

CANELA, s. f. Parte dianteira da perna, entre o p e o joelho, e onde a
crista da tbia est muito prxima da pele.  de vidro: jogador que se
machuca com facilidade; aquele que evita o choque para escapar 
possvel contuso.

CANELADA, s. f. Pancada na canela ou com a canela.

CANELEIRA, s. f. Protetor para evitar pancadas na canela, feito de couro
acolchoad o.

CANETA, s. f. (Pop.) Perna. // Usar a  (o juiz) : recorrer  expulso
ou advertncia de um jogador.

CANHO, s. m. Chute muito violento. Jogador de chute muito violento.

CANHONAO, s. m. Canho.

CANHOTEIRO, adj. Jogador que chuta de preferncia com a perna esquerda;
canhoto.

CANHOTO, adj. Esquerdo, que usa de preferncia a perna ou o brao
esquerdo; que atua pelo lado esquerdo do campo.

CANIND, s. m. (SP) Pelada, racha. (Derivado do bairro do Canind , na
cidade de So Paulo, onde os terrenos baldios era utilizados para a
disputa de jogos. )

CANSEIRA, s. f. Usado na expresso "dar uma canseira": dar um baile.

CANTAR, v. Procurar convencer um jogador para mudar de clube, para no
se esforar num jogo, etc. //  o jogo: orientar os jogadores durante o
desenrolar de uma partida. //  a jogada: prever um lance.

CANTO, s. m. Qualquer um dos quatro ngulos formados pelas balizas do
gol, respectivamente com o solo e com o travesso. ( Canto inferior
direito e esquerdo e canto superior direito e esquerdo.) (V. Gaveta e
Tiro-de-canto. )

CAPITO, s. m. Jogador escolhido pelo tcnico ou pelos companheiros
para, dentro do campo e no decorrer do jogo, representar o time perante
o juiz, sempre que este o solicitar. (O capito costuma usar uma
braadeira que o identifica.)

CARA, s. f. Usado na expresso "cara da bola": parte central da bola. //
acertar na cara da bola: acertar em cheio;  a : frente a frente. //
(um atacante e um goleiro).

CARA OU COROA, Ioc. subs. Tipo de sorteio no qual dois apostadores
escolhem a cara ou a coroa de uma moeda, aps o que  a mesma atirada
para o alto com um forte movimento de rotao no sentido das suas faces;
depois da queda ao solo, a face para cima indica o time ganhador do
direito de escolha do campo; serve tambm como derradeira forma de
deciso para indicar, em casos de empate, o ganhador de um jogo,
campeonato ou torneio. (Corresponde  expresso inglesa toss up e 
sempre jogada pelo juiz.)

CARCAR, adj. Diz-se do campo ruim, onde falta grama. Diz-se do jogo
destitudo de entusiasmo ou interesse.

CARIMBAR, v. Atingir violentamente com a bola.  a faixa: derrotar uma
equipe que acaba de se sagrar campe de um torneio.

CARNAVAL, s.m. Usado na expresso "fazer um carnaval ", ou seja, dominar
amplamente, movimentando-se com beleza e eficincia entre as linhas do
adversrio.

CARN, s. m. (Do francs carnet. ) (RS) Tabeloa de jogos. (BR) Talo de
ingressos para uma srie de partidas.

CARNICEIRO, s. m. Aougueiro.

CARNIFICINA, s. f. Jogo violento. Pancadaria.

CAROO, s. m. Bola . // Contuso, hematoma, calombo.

CARRAPATO, s. m. Zagueiro ou mdio que marca o adversrio muito de
perto, no se afastando dele um s instante.

CARRINHO, s. m. Forma de desarmar o adversrio e de atingir a bola, na
qual o jogador se atira ao solo e desliza como se estivesse sentado ou
parcialmente deitado.

CARTO, s. m. Pedao retangular de carto colorido que o juiz exibe ao
jogador e que, pela cr, indica um tipo de punio, a saber: amarelo,
advertncia ou ameaa de expulso; vermelho, expulso de campo. (V.
Advertncia e Expulso .)

CARTAR, v. Jactar-se, vangloriar-se.

CARREGADOR DE PIANO, Ioc. s. Jogador muito esforado que durante o jogo
corre o campo todo executando tarefas pesadas, em especial quando tem um
companheiro que faz as jogadas mais espe taculares.

CARREGAR, v. Atacar; investir. //  o time: ser o melhor jogador do time
ou pelo menos de quem dependem as vitrias.

CARTOLA, s. m. Denominao, entre hostil e irnia, aplicada aos
dirigentes de clubes ou entidades. (Os dirigentes do passado geralmente
usavam cartolas.)

CARTOLAGEM, s. f. Grupo de cartolas; os cartolas.

CARTUCHO, s. m. Investida, ataque, oportunidade; o ltimo : a ltima
chance.

CASA, s. f. Usado na expresso "em casa ", a qual designa o campo, a
localidade ou o pas de um time, por oposio  do adversrio. (Jogar em
casa; jogar fora de casa ). //  da viva: o gol, a meta,. Ficar em :
empatar; ter igual quantidade de pontos ou gols: saldo zero; igualar.

CASAR, v. Combinar, entender-se, dar-se bem (jogadores); apostar. ("Eu
caso o que voc quiser no meu time.")

CASTIGO, s. m. Derrota clamorosa.

CATADA, s. f. Ato de catar.

CATAR, v. Perseguir o adversrio violentamente. Defender (o goleiro) uma
bola chutada, longe dele.(BA) Dribla r.

CATAR CAVACO, Ioc. verbal. Perder ( o jogador) o equilbrio na corrida,
seguindo para a frente at uma certa distncia com o corpo curvo e as
mos quase tocando o cho.

CATENACCIO, (Italiano) Cadeado, ferrolho, retranca.

CATIMBA, s. f. Emprego de recursos pouco esportivos mas de punio
difcil; para enervar o adversrio ou tumultuar o jogo (fazer cera,
simular contuso, esboar reclamaes, etc.).

CATIMBAR, v. Fazer catimba.

CATIMBEIRO, s. m. Diz-se do jogador que faz catimba.

CATIVA, adj. f. V. Cadeira cat

CAVADINHA, s. f. Jogada na qual um dos extremas corre at o
prolongamento da rea e centra para um dos seus pontas-de-lana j no
interior da rea.

CAVALO, s. m. Jogador violento, duro.

CAVAR, v. Conseguir uma vantagem com grande esforo (um gol cavado ).
Obter um benefcio por meio de simulao ( cavar um pnalti ). Fazer uma
cavadinha.

CEGO, s. m. Mau jogador, que no v a bola. Juiz incompetente, que erra
nas marcaes ou no percebe as faltas cometidas.

CEGUINHA, s. f. V. Pernas.

CELESTE, s. f. Designao da Seleo nacional do Uruguai (devido a
camisa azul que usa.)

CENTERALFE, s. f. (Aportug. do ingls center-half . ) Jogador que no
antigo sistema atuava no centro da linha mdia do campo, em posio mais
ou menos fixa (exemplos clssicos: Fausto e Danilo); centro- mdio.

CENTERFOR, s. m. (Aportug. do ingls center-forward, literalmente
centro-atacante .) Jogador que no antigo sistema atuava no centro da
linha de ataque , em posio mais ou menos fixa, e que hoje  o
centroavante.

CENTRAL, adj. Que joga no centro (beque central ). Que est no centro
(crculo central

CENTRAR, v. Chutar a bola de uma das laterais da grande rea em direo
ao centro da defesa adversria e em sentido paralelo  linha de fundo.

CENTREFOR, s. m. Corruptela de centerfor.

CENTRO, s. m. Marca de cal ou de gesso que assinala o meio da linha
divisria do campo e na qual  colocada a bola quando a partida comea
ou quando recomea aps a marcao de um gol, no nicio do segundo tempo
ou da prorrogao de tempo. Ato de centrar a bola. // Botar no centro:
determinar (o juiz) que a bola v para o centro aps a marcao de um
gol; marcar um gol.

CENTROAVANTE, s. m. Jogador que, no sistema clssico de cinco atacantes,
jogava no centro ou no meio deles (V. Centerfor. ). Nos sistemas atuais,
jogador que se desloca pelo centro do seu campo de ataque, seja qual for
o nmero de seus companheiros atacantes..

CENTRO-MDIO, s. m. Denominao do centeralfe ; jogador de meio-campo
que, ao tempo de trs mdios (ou alfes), jogava no centro ou no meio
deles: mdio- volante

CERA, s. f. Expediente lcito ou ilcito para fazer passar tempo ou
retardar o ritmo de jogo, e que consiste em chutar a bola para fora,
ret-la desnecessariamente, demorar em chutar, fingir que est
machucado, etc. //  tcnica: a que  feita apenas com recursos lcitos,
sem paralisar a partida, e que consiste em reter a bola ou trocar passes
sem objetividade.

CERCA, s. f. Vedao que separava o campo da torcida, hoje ou pelo
fosso, nos grandes estdios praticamente inexistente e substituda pelo
alambrado. // Estar na ou ficar na : estar mna reserva, no atuar no
time principal.

CERCA-LOURENO, s. m. Designao do jogo sem objetividade.

CERCAR, v. Impedir que o adversrio atacante atue com liberdade de
movvimentos, marcando-o a distncia. Atacar em massa sem deixar espaos
por onde a defesa contrria possa escapar. //  frango: sofrer (o
goleiro) umgol faclimo de ser defendido; pegar frango.

CERCO, s. m. Ato de cercar; marcao a distncia; ataque em massa.

CERLEO, adj. Da cor do cu, azul- celeste. Auri cerleo (ouro e azul ):
cores da camisa da Esporte Clube Pelotas, RS.

CESSO, s. f. Ato de ceder (um clube) o atestado liberatrio de um
jogador a outro clube.

CHALEIRA, s. f. Corruptela de charles.

CHAMAR, v. Usado nas expresses chamar dentro: desafiar, provocar; e
chamar na chincha: provocar para uma disputa, revidar a uma provocao.
Atrair o adversrio para seu campo de defesa (ataque do adversrio)
visando ao contragolpe.

CHAMBO, s. m. Modo violento de deslocar o adversrio usando
principalmente o tronco ou s os ombros.

CHAMUSCAR, v. Tocar de leve, mas com fora; raspar (a bola chamuscou a
trave ).



CHANCA, s. f. Chuteira; sola da chuteira. Por extenso, o prprio p.
Entrar de chanca ou meter a chanca: entrar numa jogada de qualquer
maneira, rebater a bola de qualquer modo.

CHAPU, s. m. Tipo de jogado no qual a bola  chutada por cima do
adversrio e recuperada logo adiante.

CHARANGA, s. f. Grupo de torcedores mais ou menos organizados, munidos
de instrumentos musicais, bandeiras, faixas, etc., que torce por seu
clube durante os jogos.

CHARGEAR, v. (Aportug. do ingls to charge. ) Deslocar o adversrio, na
corrida, com uma pancada de ombro contra ombro. (Constitui falta quando
dada pelas costas ou com movimentao do bra o.)

CHARLAR, v. Falar ou agir de modo inconseqente; contar vantagem. Fazer
uma jogada de charles.

CHARLES, s.m. Chute dado com o lado de fora do p, estando a perna
levantadae dobrada para trs. (Origina-se do nome do seu introdutor, o
ingls Charles Miller, que, inclusive, introduziu a bola de futebol no
Brasil.)

CHAVE, s. f. Jogada na qual os deslocamentos e passes foram ensaiados
previamente; sistema ttico a ser aplicado no decorrer de um jogo.
Elemento decisivo; elemento coordenador das jogadas (jogador- chave ).

CHEGA-PRA-L, s. m. Forma de deslocar sem muita fora o adversrio,
quase sempre com o ombro ou com o tronco.

CHEGAR, v. Usado na expresso " chegar junto", que designa a marcao
que,a qualquer preo, procura impedir o adversrio de dominar a bola; e
na expresso chegar l: atingir o objetivo, vencer; classificar-se para
a etapa seguinte de um torneio; sagrar-se campeo.

CHIAO, s. f. Reclamao, protesto.

CHIAR, v. Reclamar, protestar.

CHIBATADA, s. f. Chicotada.

CHICOTADA, Tipo de jogada na qual o jogador, estando de lado para o
ponto que visa, chuta, no ar, uma bola  altura do peito.

CHILENA, s. f. (RS) Toque de bola dado com o calcanhar. (deriva das
esporas Chilenas, que so providas de grandes rosetas.)

CHOCHO, adj. Sem fora; sem direo (chute chocho ).

CHOQUE, s. m. Encontro violento, embate entre dois jogadores, ou entre
um jogador e a trave do gol. //  rei: designao de partida disputada
entre o So Paulo F.C. e a S.E. Palmeiras (ambos de So Paulo, SP ).

CHORO, adj. Que ou aquele que chora. (V. Chorar ).

CHORAR, v. Reclamar, lamuriar-se, protestar.

CHORO, s. m. Reclamao, lamria; ato daquele que chora; " O choro 
livre".

CHUL, s. m. Time, jogo ou jogador ruim, de baixo nvel tcnico.

CHUPADOR, s. m. Jogador que se beneficia do esforo dos companheiros.

CHUPAR, v. Ser chupador . //  a cartida: jogar com extrema violncia;
atingir o adversrio com a inteno de machuc-lo.

CHUPA-SANGUE, s. m. Chupador.

CHUTADOR, adj. e s. m. Que, ou jogador que chuta bem, que chuta com
fraqencia a gol.

CHUTO, s. m. Chute sem direo; diz-se das equipes ruins: "Esse time 
de dar chuto".

CHUTAR, v. Dar chute.

CHUTE, s. m. (Aportug. do ingls shoot. ) Pontap desferido na bola de
futebol. Poe extenso, pontap. //  de canela: chute sem direo, que
no precisa ser necessariamente dado com a canela. //  de letra: o que
 dado cruzando-se o p por trs do que vai  frente com a bola. //  de
moa: chute fraco, sem potncia alg uma.

CHUTEIRA, s. f. Tipo de botina de cano curto, presa ao p por cadaros e
com travas na sola, usada habitualmente para a prtica de futebol. (A
Regra 4, quando trata do equipamento do jogador, no obriga o usa de
chuteiras, mas recomenda ao juiz que, "quando a maioria estiver calada,
no permita jogadores descalos".) // Amarrar as chuteiras: fugir aos
lances perigosos; afastar-se das disputas da bola. // Pendurar as
chuteiras: deixar de jogar futebol sem carter permanente ou como
profissional.

CHUVEIRINHO, s. m. Passe alto dado sobre a rea adversria; chuveiro.

CHUVEIRO, s. m. Instalao, no vestirios, onde os jogadores tomam
banho; local dessa instalao. Passes altos e consecutivos dados sobre a
rea adversria; chuveirinho. // Ir para o chuveiro . // Ir para o
chuveiro mais cedo: ser expulso. // Mandar para o chuveiro: expulsar de
campo.

CIDADELA, s. f. Gol.

CINTURA DURA, Ioc. subs. Jogador sem flexibilidade, qie no sabe
driblar, que tem pouca habilidade para se movimentar em c ampo.

CRCULO CENTRAL, Ioc. subs. Crculo com 9,15m a partir do centro do
campo e que delimita a colocao dos jogadores no incio da partida. do
segundo tempo e da prorrogao, bem como no reincio, aps a marcao de
gol, ocasies em que s podem permanecer em seu interior o juiz e os
jogadores do time que vai movimentar a bola; grande crculo.

CISCADOR, adj. e s. m. Que, ou jogador que cisca, isto , que se
movimenta muito em pequeno espao, com dribles curtos mas de pouco
resultado.

CISCAR, v. Movimentar-se, atuar como ciscador.

CLARABIA, s. m. Jogador que tem facilidade para clarear uma jogada.

CLAREAR, v. Tornar clara , sem confuso, uma jogada; conter uma ao
ofensiva e estruturar uma jogada compreensvel dos companheiros.

CLARIFICAR, v. (RS) Clarear.

CLSSICO, adj. Que serve de padro; que tem tradio de sucesso ou de
eficincia. Designao dos jogos entre grandes clubes tradicionalmente
rivais.  Diz-se da atuao lenta e constante, ao molde dos craques do
passado. //  da Disciplina: designao das partidas disputadas entre o
Amrica F.C. e o Botafogo F.R. (GB). //  da Paz: idem entre o C.R.
Vasco da Gama e o Amrica F.C.(GB). //  das Mutides: idem entre o C.R.
Flamengo e o Fluminense F.C., o Fla-Flu (GB). //  dos Milhes: idem
entre o C.R.Flamengo e o C.R. Vasco da Gama (GB). //  dos Sinos: idem
entre E.C. Aimor (So Leopoldo, RS) e o E.C. Novo Hamburgo, RS). // 
Leopoldinense: idem entre o Olaria A.C. e o Bonsucesso F.C.(GB). // 
Rural: idem entre o Campo Grande A.C. e o Bangu A.C. (GB). //  Vov:
idem entre o Fluminense F.C. e o Botafogo F.R. (GB).

CLASSIFICAO, s. f. Posio que permite a um clube ou um time continuar
disputando um campeonato ou torneio, face s vitrias que teve ou o
nmero de gols que marcou. (Na classificao por pontos ganhos, uma
vitria vale dois pontos e um empate um ponto; na classificao por
pontos perdidos, uma derrota vale dois pontos e um empate um ponto. )

CLAVCULA, s. f. Osso situado na parte superior e anterior do trax, 
altura do ombro, e que articula por um lado com a omoplata e pelo outro
com o esterno.

COBERTURA, s. f. Ato de cobrir ou proteger a rea defendida por um
companheiro quando este sofre o risco de ser sobrepujado pelo adversrio
(dar cobertura ao goleiro ). Designao do chute ou do passe pelo alto,
que cobre um ou mais adversrios.

COBRA, s. m. Jogador famoso e de grande nvel tcnico. //  cora:
designao do Santa Cruz F.C. (Recife, PE).

COBRADOR, adj. e s. m. Que ou jogador que cobra faltas para um time.

COBRANA, s. f. Ato de cobrar ou de excutar a penalidade que beneficiou
um time, repondo a bola em jogo, quer com as mos, em caso de ter sido
ela posta para lateral, quer por meio de chute, nas demais penalidades.

COBRAR, v. Realizar, excutar a cobrana de uma penalidade.

COBRINHA, s. m. Jogador juvenil ou em ascenso, de alto nvel tcnico e
j com caractersticas de cobra .

COCO, s. m. Cabea, parte posterior da cabea; inteligncia,
criatividade.

COCORUTO, s. m. Elevao, monte; cabea, parte superior da cabea.

COELHO, s. m. Designao do Amrica F.C. (Belo Horizonte, MG).

COICE, s. m. Chute violento (na bola ou no adversrio ).

COICEIRO, s. m. (RS) Jogador violento; aougueiro.

COLAR, v. Marcar colado , junto, prximo. Procurar convencer (o jogador)
que foi vtima da infrao.

COLETIVO, s. m. Tipo de treinamento no qual so formados dois times que
disputam uma partida basicamente dentro da regras habituais, mas com
interrupes por parte do tcnico, para substituies, trocas de
posies, ensaios de jogada, etc; no time titular e, s vezes, com o
time secundrio, jogando ao modo do futuro adversrio.

CO-LDER, s. m. Time que num campeonato ou torneio est colocado em
primeiro lugar juntamente com outro.

COLOCADA, s. f. Chute em que o autor tinha a inteno de colocar a bola.

COLOCAR, v. Chutar em direo ao gol, sem muita fora, mas procurando
atingir um ponto no qual o goleiro no tenha possibilidade de defesa. //
 se. Situar-se em campo em posio vantagosa (para defesa ou ataque).
Classificar-se bem (um time).

COMANDANTE, s. m. Centro-avante.

COMANDO, s. m. Direo tcnica. //  de ataque: posio que ocupava o
antigo centroavante.

COMBATER, v. Dar combate.

COMBATE, s. m. Ato de combater ou enfrentar o adversrio na disputa ou
na conquista da bola. // (Fig.); Jogo; partida.

COMBINAO, s. f. Trama, jogada combinada.

COME, s. m. Drible; finta. // Dar um : driblar. Levar um : ser
driblado. //  e dorme: jogador (ou grupos de jogadores) que no disputa
jogos, embora estaja vinculado a um clube, onde, em geral, faz as
refeies e reside. // CBD (come, bebe e dorme): jogador nas mesmas
condies anteriores e com o agravante de fazer vida noturna.

COME-FOGO, s. m. Designao das partidas disputada entre o Comercial
F.C. e o Botafogo F.C. (ambos de Ribeiro Pre to,SP)

COMER , v . Driblar; fintar. //  a bola: jogar muito bem; atuar de
forma excepcional.

COMPASSO, s. m. Usado na expresso "abrir o compasso ", ou seja, dar o
jogador o passo mais largo possvel, no sentido de alcanar a bo la.

COMPLEMENTAR, v. Completar, finalizar uma jogada, chutar a gol. // Adj.
Que completa o tempo total estabelecido para um jogo dividido em dois
tempos (etapa complementar ); que completa o tempo total de um jogo,
compensando as interrupes (tempo complementar ).

COMPLETAR, v. Finalizar, chutar aquele que faz parte de um dos
diferentes conselhos de um clube.

CONTAAGEM, s. f. Resultado, final ou parcial; soma de pontos. Marcha da
: ordem em que foram assinalados os tentos numa partida.

CONTENDA, s. f. Jogo; partida.

CONTENDOR, s. m. Que, ou jogador que participa de uma contenda, partida,
competio.

CONTRA-ATAQUE, s. m. Ataque repentino pelo qual um time, partindo de uma
posio defensiva, procura surpreender o adversrio que o ataca.

CONTRATO, s. m. Documento pblico em que duas ou mais partes (clube e
jogador, clube e tcnico, empresrio e clube, etc.) assumem compromissos
mtuos de prestao de servios ou venda de uma mercadoria mediante
condies especificadas no texto.

CONTROLE, s. m. Usado nas expresses: fazer um controle: fazer uma roda
em que um ou vrios jogadores controlam a bola; ter controle de bola:
ser hbil no trato com a bola, domin-la, conduzi-la e toc-la com
facilidade e preciso.

CONTUSO, s. f. Efeito de contundir ; leso produzida em tecido vivo sem
que haja rompimento da pele; por extenso, todo e qualquer mal fsico 
que atingir um jogador.

CONVERSA, s. f. Usado na expresso "ir na conversa", deixar-se enganar
por drible, toque de bola ou movimento do adversrio.

CONVERTER, v. Cobrar, bater uma infrao (converter uma falta ). Marcar
gol pela cobrana de infrao ( converter em gol).

CONVITE, s. m. Ato ou efeito de quem convida; adj. jogador ou grupo de
jogadores de m qualidade ou que estejam atuando mal. ("Essa defesa  um
convite") V. Baile.

CONVOCAO, s. f. Ato de convocar.

CONVOCAR, v. Escolher e determinar o comparecimento de jogadores,
auxiliares, etc.,que iro constituir e participar das atividades de um
time, ou de uma seleo, para futuros jogos. (Os jogadores de um clube
so convocados pelo tcnico ou responsvel pelo time do mesmo; os de uma
seleo, pela entidade que iro representar, e nem os jogadores, nem os
clubes a que pertecem podem fugir  convocao ).

COOPER, s. m. Designao de um mtodo de treinamento fsico que visa ao
aumento da capacidade respiratria do atleta, criado por Kenneth Cooper.

COPA, s. f. Vaso, taa funda, em geral de metal precioso, com inscrio
alusiva, que  dada ou fica na posse de um clube ou entidade, pela
vitria em jogos, torneios ou campeonatos; taa, caneco. Por extenso,
campeonato, torneio. (Uma copa fica com o vencedor em carter provisrio
ou definitivo, conforme o critrio adotado para sua disputa. Via de
regra a pose  transitria quando o vencedor de um jogo, de um torneio
ou de um campeonato tem que disput-la outras vezes, nas mesmas
condies do regulamento;  definitiva, quando vence uma nica vez ou
vrias vezes  geralmente trs , podendo tais vitrias serem seguidas
ou interrompidas.) //  do Mundo ou  Jules Rimet ( em homenagem a seu
instituidor). (V. Apndice. )

COQUEAR, v. (RS) Cabecear, tocar com o coco.

COR, s. m. Usado geralmente no plural para designar as cores dos
uniformes e dos smbolos de um clube ou de uma seleo (as cores do
Flamengo, as cores da Seleo Brasilera). // No ver a  (da bola): no
perceber, jogar mal, deixar a bola passar sem qualquer movimento.

CORAL, adj. Relativo ao Santa Cruz F.C. (Recife, PE). // S. m.
Integrante desse clube.

CORIA, s. f. (RS) As gerais, num estdio.

CORINGA, s. m. Jogador que tem capacidade de jogar em vrias posies de
um time.

CORNLIO, s. m. (Pop.) Crner.

CRNER, s. m. ( Do ingls corner. ) Infrao que consiste em o jogador,
por meios regulares, arremessar a bola para fora, pela linha de fundo do
meio-campo do seu prprio time. Penalidade correspondente a esse tipo de
infrao. Cada uma das quatro marcas indicadas por bandeiras e situadas
nos vrtices dos ngulos formados pelas linhas de fundo do campo com as
suas laterais. A penalidade  cobrada por meio de um chute livre,
estando a bola colocada na marca do crner. (V. Gol olmpico. )

CORNETA, s. m. (SP) Indivduo que tenciona participar da direo de seu
clube ou recuperar prestgio perdido e que, para isso, espalha boatos.
intriga, confabula, etc. (Origina-se de boi- corneta , boi que, com seus
mugidos, rene parte do rebanho em torno de si.)

CORNETEIRO, s. m. V. Corneta.

CORRE-CORRE, s. m. Confuso; maneira afobada de uma equipe comportar-se
em campo.

CORREDOR, adj. Veloz; que corre muito (jogador). // S. m. Espao
profundo e no sentido longitudinal do campo, por onde um ou mais
jogadores podem penetrar nas linhas adversrias. //  polons: linha
formada por dois ou mais jogadores de cada lado e que deve ser
atravessada por um outro; em treinos, usada como punio recreativa; em
partidas, diz-se de grupos de defensores violentos, pelo qual os
adversrios no passam sem serem atingidos.

CORTA-LUZ, s. m. Jogada que consiste em iludir o adversrio, passando
entre ele e a bola, ou entre ele e um companheiro. (Origina-se do
basquete, onde essa ttica  muito em pregada.)

CORRUPIO, s. m. Jogada na qual o jogador, de posse da bola, gira sobre
si mesmo para livrar-se da marcao do adversrio e prosseguir ainda com
a bola.

CORTAR, v. Excluir ( cortar  o jogador  do time, da
seleo).Interceptar um chute ( cortar a bola). Escapar pelo caminho
mais curto; driblar; ultrapassar ( cortar o adversrio.

CORTE, s. m. Finta, drible.

COSTADO, s. m. Cada uma das faixas do campo que acompanham as linhas
laterais. Cada um dos lados do p ou do corpo do jogador. (Mais usado no
plural.)

COSTELA, s. f. Osso curvo e longo que, articulado com outros, contribui
para a constituio da caixa torcica. // S. m. Designao popular do
jogador ou do time de rendimento muito irregular.

COSTURA, s. f. Ato de costurar. Pontos de fio que, unem entre si as
diversas partes da bola.

COSTURAR, v. Executar (o time) uma srie mais ou menos prolongada de
passes curtos e rpidos, como se fossem pontos de costura.

COSTUREIRO, s. m. Denominao de um msculo comprido e estreito situado
na parte, anterior e interna da coxa.

COTAO, s. m. Valor estimado do atestado liberatrio (passe) de um
jogador. Relao de chances entre dois times que vo se enfrentar.

COTEJO, s. m. Jogo entre dois times; partida; embate; confronto.

COTOVELADA, s. f. Pancada dada com o cotovelo , nem sempre considerada
infrao devido aos movimentos involuntrios dos braos do jogador em
aao.

COURINHO, s. m. A bola.

COURO, s. m. Abola. // Dar um couro: ganhar de modo indiscutvel.

COVEIRO, s. m. Jogador, tcnico ou dirigente que, voluntria ou
involuntariamente, prejudica seu time ou clube. (V. Enterrar o time ).

COXA BRANCA, s. m. Designao popular da torcida e do Coritiba F.C.
(Curitiba, PR).

COXEIRA, s. f. Espcie de faixa elstica para dar firmeza aos msculos
da coxa do jogador.

COZINHA, s.f. Zona mais ou menos interna da defesa de um time. (As
coisas esto feias na cozinha ).

COZINHAR, v. Fazer cera, ganhar tempo, cansar o adver srio.

CRACO, s. m. Jogador excelente.

CRACAO, s. m. Craco .

CRAQUE, s. m. (Do ingls crack: campeo, favorito.) Grande jogador de
qualidade comprovadas; cobra.

CRAVAR, v. Indicar, no talo apropriado, um palpite simples para a
loteria esportiva.

CRIANA, s. f. A bola.

CRI-CRI, s. m. Designao do Botafogo F.R. (GB) e da sua torcida.

CRONOMETRISTA, s. m. Antigo auxiliar do juiz, com a atribuio, hoje
extinta, de cronometrar o tempo das partidas.

CRONMETRO, s. m. Relgio especial, para marcao extremamente precisa
de tempo.(Os juzes nem sempre usam cronmetros, mas seus relgios so
assim chamados.)

CROSS-COUNTRY (atravs de campo), expresso inglesa para designar um
tipo de treinamento, feito num campo ou bosque, alternando-se corridas,
caminhadas e outros exerccios, inclusive recreativos, que as prprias
condies do terreno propiciam.

CROSS-PROMENADE, (literalmente passeio pelo campo ): Especial de
cross-country, no qual predominam as caminhadas.

CRUZA, s. m. Corruptela de cruzamento.

CRUZAMENTO, s. m. Ato de cruzar.

CRUZAR, v. Chutar de um dos lados do cmapo em direo ao outro (chute
cruzado ). Deslocar-se (o jogador) de um dos lados do campo para o
outro.

CRUZMALTINO, adj. Relativo ao C.R. Vasco da Gama (GB), devido  Cruz de
Malta que  o seu smbolo. // S. m. Integrante desse clube.

CULHONEIRA, s. f. Suporte protetor dos orgos genitais; su nga.

CURINGA, s. m. Jogador que tem capacidade de jogar em vrias posies de
um time.

CURVA, s. f. Usado na expresso "chute de curva ", quando dado com um
dos lados do p e d  bola uma trajetria mais ou menos arqueada; e na
expresso "fazer a cruva "(descendente), ou seja, cair de produo. o
jogador ou time.

DESLOCAMENTO, s. m. Ato de deslocar.

DESPACHAR, v. Chutar de qualquer maneira para aliviar um ataque do time
adversrio. Atingir violentamente o adve rsrio.

DESPACHO, s. m. Ato de despachar.

DESPEDIR, v. Passar facilmente por um adversrio.

DESPORTE, s. m. Desporto, esporte.

DESPORTO, (), s. m. Esporte. ( PL.: desportos ().)

DESTRONCAR, v. Fazer sair da junta ou articulao ( destroncar o
joelho); luxar.

DIAGONAL, s. f. Linha imaginria que divide o campo no sentido de sua
extenso, de um crner a outro. Trajeto que fazem os juzes para
acompanhar os lances de um jogo. Sistema ou ttica de jogo que
basicamente se desenvolve em diagonal.

DIANTEIRO, s. m. Atacante, avante.

DIBLAR, v. Corruptela de driblar.

DIBLE, s. m. Corruptela de drible.

DISTENDER (-SE), v. Provocar ou sofrer distenso.

DISTENSO, s. f. (Med.) Toro violenta dos ligamentos de uma
articulao. Afrouxamento de um msculo.

DIVIDIDA, s. m. Diz-se da bola que, vindo do alto, tem de ser disputada
por dois adversrios, frente a frente, em igualdade de condies, e com
risco de entrechoque corporal.

DIVIDIR, v. Chutar uma bola ao mesmo tempo que o adv ersrio.

DIVISRIA, s. f. Linha que divide ao meio o campo de futebol.

DOCE DE LEITE, Ioc. subs. (SP) Paulistinha; tosto.

DOBRAR, v. Diz-se do jogador que participa, numa mesma tarde ou noite,
tanto da partida preliminar como da prin cipal.

DOIS, num. Usado nas expresses: dois lances: infrao ou cobrana de
infrao punida com tiro livre indireto, isto ,  necessria a
interveno de dois jogadores para que possa valer o gol; // Dois-
toques: o mesmo que bitoque: tipo de treinamento, s vezes recreativo,
em que cada jogador s poder tocar duas vezes na bola em cada jogada. //
Dois- num ( dois em um): lance em que dois companheiros enfrentam um
adversrio, no sendo necessariamente infrao.

DOMINAR, v. Apoderar-se (o jogador) da bola e criar condies para
moviment-la em proveito de seu time; ajeitar. Atacer mais do que o
adversrio; ficar de posse da bola com mais freqncia do que o
adversrio; impor um padro ou um ritmo de jogo ao adversrio.

DOMINGADA, s. f. Insucesso na tentativa de realizar uma jogada defensiva
difcil, com, calma e elegncia, ao estilo clssico de Domingos da Guia.

DOMINGUEIRA, s. f. Partida ou srie de partidas realizadas num domingo.

DOMNIO, s. m. Ato de dominar. //  da bola ou de bola: capacidade maior
ou menor de ficar de posse da bola para moviment-la em proveito de seu
time.

DONO, s. m. Proprietrio; possuidor. //  da bola: jogador que retm
demasiadamente bola, ou que se excede em jogadas individuais. Jogador
(em geral menino) que, sendo o proprietrio da bola, exige posio de
destaque no jogo. //  do jogo: jogador que, por seu alto nvel tcnico
ou capacidade de liderana, torna-se a figura de maior destaque numa
partida. //  do trime: dono da bola: jogador que centraliza as aes do
seu time, ou que pretende orient-las; jogador que se proclama superior
aos companheiros.

DOPAGEM, s. f. Ao de dopar.

DOPAR, v. (do ingl. to dope ). Administrar ilicitamente uma droga
estimulante para aumentar a capacidade de atuao do jogador.

DOPING, s. m. (do ingl.) Dopagem.

DRIBLAR, v. (do ingl. to drible ). Enganar um ou mais adversrios com
movimentos de corpo, com ou sem bola; fintar.

DRIBLE, s. m Ato ou efeito de driblar; finta. // s. f. Abola. //  de
corpo: o que  dado apenas com um movimento de corpo, sem tocar na bola.
//  de costela: o que  dado apenas com um movimento de tronco, sem
tocar na bola ou mover as pernas.

DUPLA, s. f. Conjunto de dois jogadores que atuam lado a lado. Conjunto
de dois jogos. //  de rea: os dois zagueiros que atuam em sua prpria
rea; os dois atacantes  pontas-de-lana  que atuam na rea
adversria. //  de meio-de-campo: a formada pelo mdio -volante e pelo
meia-armador. (V. Rodada dupla e Ponta e d upla. ) //  PL. Jogo de
futebol de praia no qual dois jogadores so goleiros e dois so
atacentes, revezando-se as duplas nessas posies a cada gol marcado,
tendo o jogo durao indefinida e terminado quando uma das duplas admite
a derrota. Rodada : duas partidas consecutivas envolvendo quatro
agremiaes diferentes, no mesmo cam po.

DURO, adj. Rspido; violento. Disputado em igualdade de condies. //
Entrar : disputar a bola sem considerar se o adversrio vai ou no ser
atingido. Disputado, parelho.

 ESSE! Exclamao com que a torcida de um time acusa ou vaia um
adversrio, em especial depois que ele atinge um dos seus jogadores.

EFEITO, s. m. Modo especial por que  chutada uma bola, dando-lhe um
movimento irregular, geralmente em curva (chute com efeito ). A bola
chutada desse modo (bola com efeito). // Jogada de : a que, embora de
difcil execuo,  feita mais para agradar ao pblico do que para
beneficiar o time.

ELA, s. f. (pop.) A bola.

ELE, s. m. (pop.) O jogador Pel.

ELENCO, s. m. O grupo de jogadores de um clube (titulares e reservas)
numa determinada categoria.

ELETRNICO, s. m. Placar, marcador. Forma sinttica de "placar
eletrnico".

ELEVEN, s. m. (ingls, onze ) (arc.) Equipe, time.

ELIMINAR, s. f. Expulsar (um jogador) de campo. Afastar (uma equipe) de
uma competio esportiva derrotando-a em campo.

ELIMINATRIA, s. f. Designao da partida que ellimina ou exclui de um
determinado campeonato ou torneio o clube ou a seleo que a perdeu.

ELIPSE, s. f. Curva alongada que a trajetria da bola costuma descrever.
A parte curva das arquibancadas de certos estdios.

EMBAIXADA, s. f. Srie de chutes curtos que se d na bola sem que ela e
o p toquem o cho.

EMBATE, s. m. Jogo, partida, combate.

EMENDAR, v. Receber a bola e chut-la ou cabece-la em um nico toque
(via de regra em direo a gol).

EMPATAR, v. Chegar ao final de um jogo, campeonato ou torneio se que
haja vencedor; igualar.

EMPATE, s. m. Ato de empatar; concluso de um jogo, campeonato ou
torneio sem que haja vencedor.

EMPENAR, v. Facilitar, entregar (um jogo, uma jogada ).

EMPRESRIO, s. m. Indivduo que contrata jogos entre clubes,
responsabilizando-se pelo pagamento das cotas que uns cobram para jogar
com os outros  ou, ainda, que serve como intermedirio na compra do
passe de um jogador.

EMPRESTAR, v. Ceder por emprstimo.

EMPRSTIMO, s. m. Ato de um clube ceder temporariamente o atestado
liberatrio de um dos seus jogadores a outro clube pelo prazo mnimo de
trs meses. (O emprstimo  sempre acompanhado de documento que estipula
a data ou a poca da devoluo do jogador emprestado. )

ENCAIXAR, v. Defender (o goleiro) prendendo firmemente a bola entre os
braos e o tronco. Acertar com preciso um chute num espao pequeno (
encaixar no ngulo do gol.)

ENCONTRO, s. m. Esbarro; choque, tranco.

ENCONTRO, s. m. Jogo.

ENCRUZILHADA, s. m. Esquina, cruzamento. //  sa rea: bico da rea; //
 do jogo: momento em que uma partida muda ou pode mudar de rumo,
invertendo-se as relaes de domnio entre as equipes.

ENDURECER, v. Tornar duro , rspido, violento (jogo ou jogadas).

ENEA, elemento de composio. Significa nove .

ENFEITAR, v . Movimentar a bola ou trocar passes sem finalidade prtica,
apenas para fazer jogadas de efeito e agradar  torcida.

ENFIADA, s. f. Passe entre oi beques. Goleada.

ENFIAR, v. Chutar com preciso por entre os adversrios, geralmente em
direo ao gol.

ENGANADOR, adj. e s. m. Que, ou jogador que, aparenta qualidades
tcnicas e espirito de luta sem realmente possu-los. Diz-se do jogador
que no se esfora, na partida, mas simula grande esforo.

ENGANAR, v. Praticar uma espcie de drible; fintar; simular, ludibriar.
Golear, ganhar por longa margem de gols.

ENGOLIR, v. Deixar (o goleiro) que seja marcado um gol de chute muito
fcil de defender ( engolir um frango, um pato, uma penosa, um peru). //
 a bola: jogar muito bem; comer a bola .

ENGROSSAR, v. Tornar grosso , rspido, violento (o jogo, as jogadas).
Coplicar ou falhar a jogada. Render tcnicamente menos do que o
esperado; cair de rendimento.

ENROLADO, adj . e s. m. Que, ou jogador que enrola as jogadas.

ENROLADOR, adj. Que, ou jogador que, tenta ou costuma enrolar,
ludibriar.

ENROLAR, v. Complicar, confundir; tentar enganar, lu dibriar.

ENSACAR, v. Ganhar facilmente, com larga margem de tentos; vencer.

ENSAIO, s. m. Treino.

ENSEBAR, v. Catimbar; fazer cera.

ENTERRAR, v. Jogar muito mal; ser a causa direta de i nsucesso( enterrar
o time, jogo).

ENTORSE, s. m. (Med.) Traumatismo numa articulao, resultante de
ruptura de ligamentos.

ENTORNAR, v. Usado na expresso " entornar o caldo": prejudicar sua
prpria equipe numa jogada, partida ou campanha, ainda que i
nvoluntariamente.

ENTRADA, s. m. Ato de dirigir-se ou de aproximar-se do adversrio para
disputar-lhe a bola ou para passar por ele. Ataque de um gol ou mais
jogadores contra o gol adversrio. //  sem bola: infrao que consiste
em procurar atingir o adversrio fora da disputa da bola (V. rea,
entrada da).

ENTRAR, v. Aprofundar-se pelo campo adversrio; fazer entrada . //
Perder; ser enganado; ser driblado. //  com bola e tudo: penetrar (o
jogador) at o fundo da rede do gol adversrio, acompanhando a
trajetria da bola.

ENTREGAR, v. Dar a um companheiro um passe, geralmente em boas condies
( entregar bem, entregar mal). Proporcionar ao adversrio oportunidade
de chutar, ao falhar no passe destinado a um companheiro; facilitar,
amolecer. //  nos ps: dar a um companheiro ou (por impercia) a um
adversrio a bola em excelentes condies.

ENXERTO, s. m. Jogador cujos prstimos foram conseguidos  ltima hora;
lao.

EQUIPE, s. f. Time. //  tcnica: grupo de pessoas que presta
assistncia permanente aos jogadores de um clube (tcnico, preparador
fsico, massagista, mdico, etc.).

ESCALAO, s. f. Ato ou efeito de escalar .

ESCALAR, v. Designar os jogadores (e reservas) que iro constituir o
time para disputar um determinado jogo. Designar o juiz e seus
auxiliares que iro arbitrar um determinado jogo.

ESCANTEIO s. m. Crner.

ESCOLINHA, s. f. Jogadores menores de dezesseis anos reunidos por uma
agremiao a fim de serem preparados para as divises superiores.

ESCORAR, v. Conter a bola ou um adversrio usando o corpo.

ESCORO, s. m. Entrada de corpo num adversrio.\

ESCORE, s. m. (ingl. marcar, assinalar). Resultado total ou parcialdo
jogo.

ESCOVAR, v. Ganhar por larga margem de gols ( escovar o adversrio).
Passar (o jogador) repetidamente o p por cima da bola, enquanto aguarda
uma possibilidade de passe ou para fazer cera. Castigar, procurar
atingir o adversrio.

ESCRETE, s. m. (apotug. do ingls scratch e abrev. de scratchteam;
literalmente, equipe escolhida a dedo). Time formado por jogadores
selecionados em diversos clubes, para representar uma entidade oficial,
uma cidade, um estado, um pas, etc. ; seleo.

ESCUDEIRO, s. m. (RS) O segundo colocado; vice-lder.

ESFERA, s. f. A bola. //  de couro: a bola.

ESFRICO, s. m. (Portugal) Bola, balo de couro.

ESFRIADOR, s. m. Usado na expresso "esfriador do Sol", que desginava o
jogador que ficava longo tempo na antiga equipe de aspirantes. Sem ser
promovido a titular.

ESFRIAR, v. Perder o entusiasmo, o esprito de luta. Tirar o entusiasmo.
//  o sol: participar de um jogo preliminar no vero, quando ele tinha
incio s 13horas.

ESPALMAR, v. Desviar ( o goleiro) com a palma da mo a bola chutada em
direo do seu gol.

ESPANAR, v. Rebater a bola de qualquer modo. Amedrontar ou afugentar o
adversrio.

ESPECTADOR, s. m. Aquele que assiste a uma partida; // privilegiado. (V.
assistente privilegiado).

ESPETCULO s. m. Jogo ou srie de jogos.

ESPIO, s. m. Indivduo que observa s ocultas treinos ou outras
atividade do adversrio, para comunica-las a seu prprio time ou clube.

ESPIONAR, s. m. Exercer atividades de espio

ESPQUER, s. m. ( aportuguesado do ingls speaker ).Locutor.

ESPIRRAR, v. Tomar (a bola) uma direo errada por ter sido mal chutada,
ou por haver tocado no adversrio. //  o taco: chutar torto e fraco.
(Origina-se da mesma expresso existente no jogo de bilhar.)

ESPORTE, s. m. (do ingls sport ) Prtica metdica de exerccios
fsicos; desporte; desporto . //  das mutides: o f utebol.

ESQUADRA, s. f. Time.

ESQUADRO, s. m. Esquadra.

ESQUEMA, s. m. Disposio e movimentao de uma equipe em campo,
determinada antes ou durante uma partida; ttica.

ESQUINA, s. f. Cada uma das quatro partes internas dos ngulos formados
pelas linhas de fundo com as linhas laterais; crner. //  de
inteligncia: o bico da rea. // Chute de esquina: escanteio.

ESQUINADO, adj. Que saiu da esquina (chute). Que foi batido da esquina
(crner).

ESTDIO, s. m. Campo para jogos esportivos, fechado e provido de
arquibancadas e demais instalaes que circundam parcial ou totalmente.

ESTAFA, s. f. Esgotamento fsico por excesso de ativid adde.

ESTALEIRO, s. m. Enfermaria. Estar no : estar machucado. Ir para o :
machucar-se.

ESTAR, v. Usado na expresso " estar l" , ou seja, participar das
jogadas, estar presente nos embates (de modo proveitoso ou no).

ESTIO, s. m. Passe em profundidade, mas muito longo, obrigando o
jogador a que se destinava a correr para alcanar a bola.

ESTICAR, v. Distender; alcanar mais longe (esticar a perna, a mo). Dar
um estico .

ESTILO s. m. Maneira prpria de jogar de um time ou de um jogador.

ESTIRAMENTO, s. m. Disteno (muscular).

ESTOURADA, adj. e s. f. Que estourou; diz-se da bola que foi chutada
simultaneamente por dois ou mais jogadores adversrios entre si. //  
da defesa: conceito popular. Segundo o qual o juiz, m caso de dvida,
deve decidir em favor da defesa quando a bola estourada sai de campo.

ESTOURAR, v. Chutar ao mesmo tempo que o adversrio. Chutar de qualquer
modo.

ESTRELADO, adj. Relativo ao E.C. Cruzeiro (Belo Horizonte, MG) e ao E.C.
Cruzeiro (Porto Alegre, RS). // S. m. Integrante de qualquer desses
clubes.

ESTRELO, s. m. Designao do Rio Branco F.C. (Rio Branco, AC).

ETAPA, s. f. Um dos dois tempos de um jogo; meio-temp o.

EVOLUO, s. f. Progresso, desenvolvimento; movimento de jogador ou time
pelo campo, visando a preparar uma jogada ofensiva. Ato ou efeito de
quem evolui (V. evoluir ).

EVOLUCIONAR, v. Evoluir, fazer evoluo.

EVOLUIR, v. Progredir, movimentar-se (jogador ou time) visando 
preparao de uma jogada.

EXPRESSO DA VITRIA, Ioc. ssubs. Designao do time do C.R. Vasco da
Gama(GB) de 1945 a 1950.

EXPULSO, s. f. Ato pelo qual o juiz expulsa ou faz retirar de campo, de
forma irrevogvel e at o final do jogo, o jogador que cometeu falta
considerada grave. (V. Carto. ) (A expulso  da nica e exclusiva
atribuio do juiz e no pode ser revogada de nenhum modo (V. Pena ) .)

EXPULSAR, v. Determinar (o juiz ) a expulso de jogador.

EXTREMA, s. f. Qualquer uma das zonas do campo prximas s linhas
laterais, nas quais, no antigo sistema de jogo, atuavam os atacantes
mais distanciados do centro ( extrema direita e extrema esquerda ).
Posio desses jogadores. // s. m. Denominao que tinham esses
jogadores, ora substituda por ponta ou ponteiro.

FA, abrev. de Football Association (Associao de Futebol).

FACULTATIVO , s. m. Mdico, doutor (usado por alguns locutor es).

FAIR-PLAY, Ioc. s. (ingl.: jogo limpo) Cavalheirismo, bom c
omportamento.

FAIXA, s. f. Atadura. Fita larga presa  altura das pontas por uma
roseta e com dizeres bordados alusivos a um acontecimento, que se ape
ao peito dos vencedores de uma competio. Zona imaginria, mais ou
menos estreita, na direo da largura do campo. // Correr de :
movimentarem-se dois jogadores companheiros, lado a lado, um colaborando
com o outro.

FALANGE, s. f. Time.

FALTA, s. f. Infrao, em especial a que decorre de choque fsico ou mo
na bola. //  mxima: p nalti.

FASE, s. f. Um dos dois perodos de 45 minutos em que se divide o tempo
regulamentar de um jogo (primeira fase e fase final); meio-tempo.

FATURA, s. f. Jogada bem aproveitada.

FATURAR, v. Marcar gol. Aproveitar bem uma jogada. Aproveitar uma falha
do adversrio e vencer uma partida.

FAU s. m. (abastardamento do ingls foul ), Falta; infrao.

FAZENDEIRO , s. m . Beque da roa .

FECHAR, v. Praticar (o goleiro) defesas constantes, impedindo que o
adversrio marque gols ( fechar o gol). Deslocar-se (o jogador) em
diagonal, da posio lateral em que se encontra, para o centro da rea
adversria. //  o ngulo: V. ngulo. //  a passagem: tomar a dianteira
de um adversrio, impedindo-o de prosseguir.

FERA, s. f. Jogador que no se intimida, que enfrenta o adversrio.
(Denominao dada aos integrantes da Seleo Brasileira de 1970, em sua
fase de preparao e classificao para o Campeonato Mundial  as feras
do Saldanha  por referncia ao seu tcnico de ento, Joo Saldanha .)

FERRAMENTA, s. f. Chuteira.

FERRAR, v. Entrar com violncia numa disputa de bola. // Estar ferrado :
estar em m situao sem grandes possibilidades de sair dela; consumar.

FERREIRO, s. m. (RS) Jogador violento.

FERRO, s. m. Cada um dos tubos de ferro que, fixados  juno das
balizas com o travesso do lado de fora de campo, prendem e mantm a
rede separada da linha de fundo do gol. // Chutar o : chutar a bola num
dos ngulos superiores do gol. // Levar : ser derrotado: perder a
partida.(RS) Pontap.

FERROLHO, s. m. Sistema defensivo criado pelo tcnico suo Karl Rapman
com essa denominao em alemo ( Riegel ) e no qual praticamente todos
os jogadores so utilizados em funes defensivas, ficando apenas um ou
dois deles no ataque; retranca.

FERRO-VELHO s. m. (BA) Jogador com mais de trinta anos; ve terano.

FICAR, v. Permanecer quase sempre na defesa. Parar; aps ter sido
enganado em uma jogada. //  na fila: permanecer muito tempo sem
conquistar um ttulo (o clube), em especial quando disputa seguidamente
o mesmo torneio ou campeonato.

FIEL, s. f. Designao da torcida do S.C. Corntians Paulista (So
Paulo, SP ).

FIFA, sigla da Fdration Internationale de Football Association
(Federao Internacional de Football Association).

FIL, s. m. A rede do gol. Estar no fil: estar (a bola) na rede, aps
ser marcado um gol.

FINAL s. f. Partida que leva  deciso de um campeonato ou torneio.

FINALSSIMA, s. f. ltima partida decisiva de um campeonato ou torneio.

FINALIZAO, s. f. Ato de finalizar , unicamente no sentido de chutar a
gol.

FINALIZADOR, s. m. Jogador incumbido de finalizar as jogadas em direo
ao gol. Jogador que chuta bem a gol.

FINO, adj, Elegante, elaborado, bonito. (A expresso nasceu com o
jogador Danilo Alvim, conhecido como "O Fino do Futebol" por ser magro.)
// s. m. Usado na expresso tirar um fino ou passar de fininho: passar
rente, de raspo.

FINTA, s. f. Designao atualmente mais empregada de drible.

FINTAR, v . Driblar.

FIRULA, s. f. Jogada complicada que exige grande tcnica, ma que no
visa a resultado prtico, feita mais para agradar  torcida.

FIRULEIRO, s. m. Jogador dado a firulas.

FIRULAR, v . Fazer firulas; enfeitar as jogadas.

FISCAL, s. m. Usado na expresso " fiscal de linha", bandeirinha.

FSICA, s. f. Abreviatura popular de educao fsica "; sesso ou
programa de treinamento

fsico.

FISSURA, s. f. (Med.) Soluo de continuidade estreita e pouco profunda,
num tecido ou osso.

FITA, s. f. Encenao, manha; simulao ou exagero da contuso.

FITEIRO, s. m. Aquele que faz fita.

FITINHA, s. f. Fita estreita com que os jogadores de cabelos compridos
costumam prender o cabelo, passando-a pela testa.

FLA-FLU s. m. Designao das partidas disputadas entre o C.R. Flamengo
e o Fluminense

F.C.

FLA-JU, s. m. Antiga designao das partidas entre o Flamengo e o
Juventos (Ambos de Caxias do Sul, RS). (Posteriormente os dois clubes
fundiram-se e formaram a Associao de Futebol de Caxias do Sul.) //

FOCO, s. m. Ponto de convergncia, centro, em se tratando de infeces.

FOGO , s. m. Usado na expresso "dar no fogo ", isto , passar uma bola
a um companheiro obrigando-o, entretanto, a disput-la com um
adversrio. Abrev. do Botafogo F.R. (GB).

FOGUEIRA, s. f. Usado na expresso "dar na fogueira ", com o mesmo
sentido de dar no fogo.

FOGUETE, s. m. Chute violento (na bola); jogador muito rpido.

FOLHA-SECA, s. f. Chute com a bola parada, no muito forte, no qual a
bola sobe devagar, mas desce depressa em curva,  semelhana da
acrobacia de avio, que leva o mesmo nome. (Consagrado por Didi  Valdir
Pereira , em especial para cobrana de penalidade prxima ao gol
adversrio.)

FOME, s. m. Jogador que est sempre em busca da bola. ( V. Bola.)

FOMINHA, s. m. Jogador egosta que prefere os lances individuais a
colaborar com os companheiros; que sempre est disposto a jogar.

FORA, adv. Na parte exterior do campo; alm das linhas laterais ou de
fundo. //  de jogo : diz-se da bola quando ultrapassa inteiramente uma
das quatro linhas que delimitam o campo, ou, ainda, quando o jogador
est em impedimento. (V. lmpedimento. )

FORCA, s. f. Espcie de forca, na qual o lao  substitudo por uma bola
e que serve para treinar cabeadas.

FORMA, s. f. Estado, condio, feitio. //  tcnica: capacidade tcnica;
//  da bola: feitio da bola no comeo de uma partida, ou seja,
esfrica.

FORMAO, s. f. Time. Escalao ou relao dos onze jogadores que
integram um time, uma barreira.

FORMAR, v. Escalar, relacionar (um time, uma barre ira).

FORNO, s. m. Aparelho que produz calor, conhecido como forno de Bier,
onde se introduz uma parte do corpo para o tratamento de certas leses.

FORQUILHA, s. f. Qualquer um dos dois ngulos internos e superiores da
baliza do gol; gaveta; ltimo andar.

FORVA, s. m. (abastardamento do ingls forward ) Atacante (usado
antigamente no interior do pas).

FOSSO, s. m. Espcie de vala funda,  frente do alambrado, destinada a
impedir o acesso do pblico ao campo.

FOUL (ingls), s. m. Fau.

FRANGAO, s. m. Grande frango; frango clamoroso.

FRANGO, s. m. Falha clamorosa do goleiro e que permite a marcao de um
gol facilmente defensvel; pato, penosa, peru, etc. // Engolir (ou
levar, papar, pegar, etc.) um : permitir (o goleiro) a marcao de um
gol que podia ser defendido com facilidade.

FRANGUEIRO, adj. Goleiro que engole ou costuma engolir frango; sinn.:
pateiro

FRASQUEIRO, s. f. (NE) As gerais, num estdio.

FRATURA, s. f. Quebra ou ruptura de um osso ou cartilagem dura. // 
articular: a que ocorre na superfcie articular de um osso. // 
cominutiva: a que deixa o osso esmagado ou lascado. //  completa: a que
deixa o osso partido transversalmente, por completo. //  exposta: a que
apresenta leso externa.

FRATURAR, v. Fazer fratura em. Sofrer fratura.

FREGUS, s. m. Designao do time ou jogador que  freqentemente
derrotado por outro. //  de caderno: a mesma acepo.

FRICOTE s. m. (BA) Jogada de efeito, sem resultado pos itivo.

FRIQUIQUE, s. m. (aportug. do ingls free-kick  tiro livre ) Forma
popular errnea de definir a infrao que o goleiro comete quando, fora
da rea, toca ou segura a bola com as mos.(A infrao  a de "mo na
bola", como a de qualquer outro jogador.)

FUADOR, s. m. Que, ou jogador que, fua. (V. fuar).

FUAR, v. Fustigar, tentar penetrar insistentement e.

FULBEQUE, s. m. (aportug, do ingls full-back  inteiramente atrs).
Denominao, em desuso, do beque que jogava atrs do seu companheiro e
logo na dianteira do goleiro. (V. Beque de espera.)

FULEIRA, s. f. (PA) Time ou partida de m qualidade.

FUMACEIRA, s. f. Confuso, rebulio, agitao (usado com relao 
rea).

FUNDO, s. m. O limite do campo no sentido do seu comprimento (linha de
fundo ). O espao compreendido entre a linha do gol e a rede ( fundo da
rede ). // Adj. Que joga mal; que no sabe jogar.

FURADA, s. f. Ato e efeito de furar.

FURAR, v. Errar; falhar (um chute, um palpite na Loteria Esportiva).

FUTEBOL, s. m. (aportug. do ingls football, palavra composta de foot,
p, e ball, bola). Jogo que que se supe originrio da China, e
aprimorado na Veneza renascentista ( giuco de clcio ), tendo adotado as
regras e forma atuais na Inglaterra, onde foi codificado em 1863 sob a
denominao de soccer (abrev. de association football  associao de
futebol), para diferenci-lo do rugby (rguebi). (V., no Apndice,
Regras ). //  de boto: espcie de futebol no qual os jogadores so
substitudos por botes ou chapinhas especiais, sempre redondos, e o
goleiro por outra pea em forma de paraleleppedo; a bola  de cortia.
feltro, plstico, etc., e o boto- jogador que a chuta  impelido por um
golpe desferido em sua borda pela unha, palheta, etc., por tal forma que
ele deslize sobre uma superfcie plana e lisa, no maior de 2 metros de
comprimento, a qual representa o campo com suas marcaes tradicionais.
( tambm empregado por alguns tcnicos para que seus comandos memorizem
tticas e jogadas.) //  de campo: designao do futebol propriamente
dito, para diferenci-lo de suas variaes. //  de praia: o que 
disputado numa praia, atendidas as regras bsicas, tendo as linhas
laterais limitadas pela gua e pela terra firme e as demais marcaes
por simples previso; os jogadores atuam descalos e a bola 
impermeabilizada. //  de salo: modalidade criada no Brasil e disputada
em quadras de madeira ou de cimento, semelhantes s do basquete; a bola,
menor e mais pesada do que a do futebol de campo,  cheia de uma espcie
de serragem, o que a impede de pular. (Segue as regras bsicas do
futebol, destacando-se as modificaes seguintes: o time  formado por
um goleiro e mais quatro jogadores; no  vlido o gol feito de dentro
da rea do goleiro, nem este pode sair de sua rea; o escanteio  batido
sob a forma de arremesso lateral; cada tempo do jogo tem vinte minutos
de durao e os jogadores usam sapatos de basquete .)

FUZILAR , v. Chutar a gol com grande violncia.

G, s. m. Abreviatura de gomo empregada para indicar o nmero deles que
compem uma bola de futebol. //   18: marca industrial de um tipo de
bola com dezoito gomos, que foi largamente empregada em partidas
oficiais; embora hoje se utilize mais a G-25, ou a G-32, empregada ainda
a expresso G-18 para designar uma bola oficial.

GAETA, s. f. Chuteira. (Marca industrial de um tipo de chuteira muito
popular.)

GALERA, s. f. (abrev. de galeria ) (pop.) Arquibancada; gerais e, por
ext., a torcida, o povo.

GALINHA, s. m. Frango, peru.

GALINHEIRO, s. m. Pequeno estdio, quase sempre com arquibancadas de
madeira e campo sem grama.

GALO, s. m. Designao do Clube Atltico Mineiro (Belo Horizonte, MG).
//  Carij: a mesma acepo.

GANDULA, s. m. Garoto incumbido de buscar e devolver a bola que sai de
campo durante o jogo. (Origina-se do jogador argentino Gandula que, h
anos, defendeu o C.R. Vasco da Gama (GB); muito gentil, buscava a bola
fora de campo para entreg-la ao jogador incumbido de cobrar uma falta,
mesmo que fosse adversrio.) //  privilegiado: goleiro que durante um
jogo quase no atua, limitando-se a recolher uma ou outra bola que sai
pelo lado de seu gol. Designao do bandeirinha omisso que indica apenas
as bolas sada pela lateral.

GARFAR, v. Roubar; prejudicar (o juiz) um dos times .

GARRINCHADA, s. f. Lance ou srie de lances no qual o jogador (quase
sempre um ponteiro) procura imitar as jogadas celebrizadas por Garrincha
(Manuel Francisco dos Santos). (Pode tambm ser usado no sentido
pejorativo.)

GS, s. m. Resistncia, condies fsicas. // Faltar : cansar-se (o
jogador ou o time).

GASTAR, v. Usado na expresso " gastar a bola", isto , jogar muito bem,
possuir tcnica apurada.

GATO, s. m. Jogador que diminui a idade para participar de partidas
juvenis ou, ainda, para no se desvalorizar. Juiz ladro, gatuno.
Goleiro gil, acrobtico, felino.

GACHA, s. f. Forma de tocar a bola com o calcanhar, tendo a bola no
alto e atrs do corpo.

GAVETA, s. f. Forquilha. // Estar na : estar vendido; ter recebido
dinheiro para beneficiar um time. // ltima : gaveta.

GAVETEIRO, s. m. Aquele que fica na gaveta , que se deixa subornar.

GERAL, s. f. Parte do estdio desprovida de arquibancadas e de
cobertura, de onde se assiste ao jogo de p e ao nvel do campo. (Mais
usado no plural.)

GERALDINO, (GB), s. m. Indivduo que assiste ao jogo das gerais;
freqentador das gerais.

GESSO, s. m. P de origem mineral de que se faz uma pasta para embeber
as faixas utilizadas na conteno de fraturas ou na imobilizao de
articulaes.

GINGA, s. f. Movimento ou srie de movimentos de corpo que visam a
equilibrar o jogador para melhor domnio da bola ou ainda para enganar o
adversrio.

GINGAR, v. Fazer gingas.

GLOBE-TROTTER, s. m. ( do ingls, pessoa que viaja pelo mundo por
prazer, turista). Jogador que j atuou em muito pases. Jogador
malabarista, de extrema habilidade no manejo da bola. (Por analogia 
famosa equipe de basquete americana " The Harlem Globe-Trotter s.)

GLTEO, adj. Relativo s ndegas. // S. m. pl. Grupo de msculos das
ndegas, que vo do ilaco  parte posterior do fmur para fazer a
ligao com a coxa. // Regio gltea: as ndegas.

GOIABA, s. m. Jogador que cansa durante uma partida ou treinamento.

GOIABO, s. m. Jogador que se destaca do grupo por ser o que mais erros
comete; tolo; parvo.

GOL, s. m. (do ingls goal : meta; ponto). Conjunto formado pelas,
balizes, travesso e rede, com 7,32m de comprimento por 2,44m de altura
em seu espao interno, instalado sobre o centro de cada uma das linhas
de fundo do campo. O espao interno e pela linha de fundo (o gol
propriamente dito). O ato de a bola transpor ou passar por esse espao,
o que constitui o objetivo fundamental do futebol (marcar gol). O ponto
que  marcado para um dos times cada vez que a bola transpe o gol
adversrio. //  average (ingls: mdia, proporo; pronncia aproximada
 avereidj ). Resultado da diviso (quociente) do nmero de gols que um
time marcou (dividendo) pelo nmero de gols que sofreu (divisor),
durante um campeonato ou torneio. (V. Deciso. ) // contra; o que o
jogador marca contra seu prprio time. //  de cabea: o que  feito
impelindo-se a bola com a cabea (mais exatamente com a testa ou uma de
suas partes laterais). //  de cego(BA): o que  marcado com extrema
facilidade. //  de cocoruto: o que  feito impelindo-se a bola com o
alto da cabea. // feito: aquele que pde ser facilmente marcado. // 
de Ghiggia: gol situado  direita das tribunas especiais do Estdio
Mrio Filho (Maracan, GB) e no qual o integrante da Seleo Uruguaia
Edgardo Alcides Ghiggia marcou o gol que derrotou a Seleo Brasileira e
deu a seu pas a Taa do Mundo de 1950. *  de honra: o nico marcado
por um time que sofreu derrota. //  de letra: o que  marcado por um
chute de letra . //  de morrinho: o que decorre de a bola, aps bater
numa salincia do terreno, enganar o goleiro. (V. Morrinho .) //  de
pnalti: o que decorre da cobrana de um pnalti. //  de placa: o que 
marcado de modo to extraordinrio que merece ser consagrado numa placa.
(A expresso origina-se do terceiro gol que o Santos F.C. marcou contra
o Fluminense F.C. no Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1961, no Maracan.
Seu autor  Pel  driblou seis jogadores e praticamente percorreu todo
o campo com a bola nos ps. Para comemorar a raridade e a perfeio
desse gol, foi colocada uma placa alusiva a ele no Estdio Mrio Filho.)
//  esprita: o que seria impraticvel em condies normais e decorre
de obra do acaso. //  olmpico: o que  marcado num chute direto de
escanteio. //  paulista: o que  marcado depois de a bola haver batido
duas vezes consecutivas nas balizas.

GOLAO, s. m. Grande gol.

GOLEADA, s. f. Grande nmero de gols marcados durante uma partida por um
dos times, em comparao aos do adversrio; jogo vencido por larga
margem de gols.

GOLEADOR, s. m. Aquele que marca muitos gols. Aquele que tem a funo de
marcar gols .

GOLEAR, v. Vencer por grande diferena de gols.

GOLEIRA, s. f. (RS) Gol ; conjunto formado pelas balizas, travesso e
rede.

GOLEIRO, s. m. Jogador cuja funo primordial  a defesa do gol, sendo o
nico que, quando estiver dentro de sua grande rea, pode tocar ou
segurar a bola com as mos; goal-keeper; golquper; quper;
guarda-metas; guarda-valas, arqueiro; guardio; etc. (O goleiro deve usa
uniforme diferente que o distinga de seus companheiros, para no
confundir o juiz; pode trocar de posio com outro companheiro de jogo,
desde que a troca seja comunicada ao juiz e o novo ocupante da posio
use o uniforme adequado.)

GOLERAO, s. m. Aumentativo qualitativo de goleiro; excelente goleiro.

GOLO, s. m. (RS e Portugal) Gol.

GOLPE DE VISTA, Ioc. s. Diz-se do goleiro quando este se limita a
acompanhar com os olhos um chute contra seu gol que, segundo ele, dever
ir para fora.

GOLQUIPA, s. m. (BA) o mesmo que golquper ; goleiro.

GOLQUPER, s. m. (aportug. do ingls goal-keeper ). Goleiro.

GOMO, s. m. Cada um dos pedaos de que  feita a parte externa da bola.
(V. G. )

GORRO, s. m. Pequeno chapu justo, usado pelos jogadores do passado,
quase sempre feito com meias de nilon ou de pano, com as cores do
clube.

GRAA, adj. Diz-se da interveno fraca, ridcula. (Essa defesa  uma
graa .) // Dar de : deixar que o adversrio assuma o controle da
jogada sem se esforar para evit-lo.

GRACINHA, s. f. Palavro, termo ou expresso desrespeitosa. (Foi expulso
porque disse uma gracinha ao rbitro.)

GRAMA, s. f. Planta gramnea, rastejante, que se agarra firmemente no
solo, empregada no revestimento do campo. (No  capaz de resistir ao
uso intensivo a que so submetidos os nossos campos oficiais, em
especial nas reas dos gols; na Europa e nos Estados Unidos j existem
campos revestidos com uma espcie de tapete que substitui Grama. ) //
Comer: ser fintado e cair no cho de modo ridculo. Permanecer longo
tempo  espera de uma oportunidade na equipe principal.

GRAMADO, s. m. Campo.

GRAMAR, v. Revestir de grama (o campo). Sofrer; suportar. Comer grama.

GRANDE, s. m. Clube ou agremiao poderosa economicamente ou de bastante
tradio, por oposio s menos importantes. (V. Pequenos ).

GRATIFICAO, s. f. Bicho.

GRAVATA, s. f. Infrao que consiste em segurar o adversrio pelo
pescoo com o antebrao.

GRAVATA VERMELHA, Ioc. subs. Lngua de fora, cansao extremo.(Emprega-se
para designar o jogador ou time que est exausto. Est usando sua
gravata vermelha .)

GRAVETO, s. m. Usado na expresso "catar graveto": catar cavaco.

GRE-CRUZ, s. m. Designao das partidas disputadas entre o Grmio
Futebol Porto-alegrense e o E.C.Cruzeiro (ambos de Porto Alegre, RS).

GRE AL, s. m. Designao das partidas entre o Grmio Futebol
Porto-alegrense e o S. C. Internacional (ambos de Porto Alegre, RS).

GRINGO, adj. Estrangeiro; com aparncia de estrangeiro; alourado.

GRITO, s. m. Usado nas expresses "ganhar no grito" ou "marcar no
grito": ganhar um lance ou partida mais pelo esprito de luta e
combatividade do que pela tcnica; marcar uma infrao mais pelas
reclamaes de uma das equipes do que por sup-la existente.

GUARDA-METAS, s. m. Goleiro.

GUARDA-VALAS, s. m. Goleiro.

GUARDIO, s. m. Goleiro.

GUARNECER, v. Proteger; defender.

GUIOMAR, s. f. A bola.

HALF, s. m. (ingls, meio) V. Alf, mdio, meio.

HANDS, s. f. plural (ingls, mos) Diz-se da infrao cometida pelo
jogador que toca a bola com as mos propositalmente (V. Mo, Regras. )

HINCHADA, s. f. ( espanhol: torcida) Torcida, torcedores, galerias (mais
usado no sul do pas).

HOMO, s. m. O tcnico do time.

HOMEM, s. m. Jogador. //  gol: goleador. //  de luto (ou de preto): o
juiz. O homem: o tcnico. Os homens : os dirigentes. Homem a homem :
individualmente: tipo de marcao em que cada defensor tem como
incumbncia impedir as manobras de um adversrio previamente
determinado.

HORRIO, s. m. Hora marcada para o incio de um jogo.  regulamentar:
perodo total de um jogo (90 minutos); perodo parcial de um jogo,
meio-tempo (45 minutos).

HEPTA, pref. (grego) Sete vezes.

HEXA (cs), pref. (grego) Seis vezes.

HEXAGONAL (za), adj. Torneio entre seis times.

HORA, s. f. Usado nas expresses "em cima da hora ": a poucos minutos do
final de uma das etapas; fazer hora: o mesmo que fazer cera, passar o
tempo.

IB, abrev. de International Board for Football Rules (Conselho
Internacional de Arbitragens).

IMPEDIDO, adj. Que est em Impedimento.

IMPEDIMENTO, s. m. Situao irregular do jogador quando fica, sem a
bola, em linha com um adversrio, ou alm dele. (Correspondente 
palavra inglesa offside que, outrora, era a empregada.) (V. Regras )

INDIVIDUAL, adj. Forma abreviada de treino individual, no qual os
jogadores, embora estando juntos, praticam ginstica e outras formas de
aprimoramento fsico, por oposio ao treino coletivo, que  com bola.

INFANTIL, adj. Referente a uma categoria de jogadores que tm at quinze
anos de idade. // S. m. Jogador dessa categoria. Time constitudo por
jogadores infantis.

INFANTO-JUVENIL, adj. Referente a uma categoria de jogadores que tm de
treze a dezesseis anos de idade (intermediria entre infantil e
juvenil). // S. m. Jogador dessa categoria. Time constitudo por
jogadores infanto-juvenis.

INFILTRAO, s. f. Ato ou efeito de infiltrar (-se). Penetrao rpida e
imprevista do jogador atravs da defesa adversria. (Med.) Deposio ou
derrame anormal de um lquido nos tecidos do organismo.

INFILTRAR, v. Ocorrer uma infiltrao . //  se. Praticar infiltrao
pelas linhas adversrias.

INFRAO, s. f. Qualquer desrespeito s regras estabelecidas; falta.

INFRATOR, s. m. Jogador que comete Infrao. // Beneficiar o 
interromper (o juiz) o jogo para fazer cobrar uma infrao, numa
situao em que o lesado teria mais vantagem se a jogada houvesse
prosseguido.

INIMIGO, s. m. (pouco usado). Adversrio; contendor.

INSIDER, s. m. (ingls, interior, que atua pelo interio r) Meia .

INSTRUMENTO, s. m. Usado na expresso " instrumento de trabalho", que
pode ser o apito (do juiz), a bandeira (do auxiliar) ou a bola, quando
se refere aos jogadores.

INTEIRO, adj. Em perfeitas condies, fsicas ou tcnicas; em condies
de prosseguir a jogada. (Levou um tranco mas saiu inteiro , lanando em
seguida um companheiro).

INTER-CRUZ, s. m. Designao das partidas disputadas entre o S.C.
Internacional e o E.C. Cruzeiro (ambos de Porto Alegra, RS).

INTERMEDIRIA, s. f. Zona imaginria, compreendida entre o limite de
cada uma das grandes reas e o centro do campo. Grupo de jogadores que
atuam nessa zona (linha intermediria ). (V. Rodada ).

INTERNACIONAL, adj. Que se disputa entre naes (campeonato, torneio,
jogos). Que j disputou desses jogos, ou que j jogou contra outras
naes (jogador).

INTERVALO, s. m. Folga de cinco a dez minutos entre os dois perodos
regulamentares do jogo, podendo ser aumentada pelo juiz .

INTERVAL-TRAINING, Ioc. s. (ingl.), treinamento intervalo: mtodo de
treinamento em que sries intensas de exerccios so separadas por
intervalos para a recuperao do j ogador.

INVALIDAO, s. f. Ato ou efeito de invalidar.

INVALIDAR, v. Tornar sem valor ; anular (o juiz) um lance j feito.

INVENO, s. f. Jogada complicada, aparentemente indita e quase sempre
de resultado pouco eficiente.

INVENCIBILIDADE, Condio daquele que  ou est invicto.

INVENTOR, adj. e s. m. Que, ou jogador que  dado a jogadas pouco usuais
e feitas no momento.

INVESTIDA, s. f. Ato ou ao de investir.

INVESTIR, v. Atacar com mpeto (jogador ou time) o campo adversrio

INVICTO, adj. No vencido ; sem derrota.

ISOLAR, v. Chutar a bola para alm dos limites do campo. // Isolou,
pagou: axioma popular segundo o qual o responsvel pelo chute que
resulta em perda da bola deve pag-la ao proprietrio.

JANELA, s. f. Perodo em que uma concentrao fica aberta  imprensa ou
ao pblico. Tempo de carreira. (Fulano tem uns dez anos de janela.)

JANELINHA, s. f. Espao entre as pernas do jogador por onde a bola pode
ser passada.

JANTAR, v. (GB) Atingir com violncia um adversrio

JAQUETA, s. f. Camisa do uniforme

JARDA, s. f. Medida inglesa de comprimento equivalente a 914 mm ( v.
Regra 1).

JOO, s. m. Beque que se deixa ultrapassar com facilidade. (Origina-se
da denominao que Garrincha dava a seus marcadores internacionais de
nomes complicados e pelos quais geralmente passava: aquele joo de
camisa do Amrica. (vermelha ou de camisa do So Cristvo branca.) // 
bobo: V. Bobo.

JOELHADA, s. f. Pancada com o joelho, na bola ou adversrio.

JOELHEIRA, s. f. Faixa elstica, inteiria e almofadada para resguardar
o joelho.

JOELHO, s. m. Articulao ou regio da articulao da tbia com o
pernio. // gua no : deposio patolgica de lquido na regio do
joelho, provocada por leso interna.

JOGADA, s. f Impulso dado  bola; movimento do jogador no ato de
movimentar a bola ( jogada de corpo, de cabea); lance do jogo , com a
participao de um ou mais jogadores; chute; passe.

JOGADOR, s. m. Aquele que joga . Aquele que participa do jogo .

JOGAR, v. Participar do jogo ; atuar; disputar. Por fora de jogo (a
bola). Arremessar, lanar; // - se. Anojar- se; atirar-se (em especial o
goleiro para agarrar a bo la).

JOGO, s. m. Ato no qual dois times adversrios, dentro das regras
estabelecidas, disputam a bola e procuram, cada qual, marcar maior
nmeros de gols; partida; prlio; disputa; embate; contenda. Qualidades
que o jogador evidencia. // - treino: jogo no qual os disputantes
treinam ou preparam-se tendo em vista partidas futuras.

JOGO DE COMPADRE, (complementao de Jogo ) Jogo no qual os dois times
adversrios no demonstram o menor esforo para vencer.

JOGO DO ABAFA, loc.subs. Modalidade de ataque na qual a defesa
adversria  pressionada com passes e balo chutados pelo alto.

JOGUEIRO, s. m. (NE) Jogador fraco tecnicamente; obscuro; desconhecido.

JORNADA, s. f. Jogo. Srie de jogos com datas prximas, locais e
adversrias previamente estabelecidos.

JUIZ, s. m. rbitro. // - de treinamento: treinador ou tcnico sem
capacidade e sem energia que, nos treinamos, limita-se praticamente a
assinalar infra es.

JUVENIL, adj. Referente a uma categoria de jogadores que tem de dezoito
a 21 anos de idade. // s. m. Jogador dessa categoria. Time constitudo
por jogadores juvenis.

KEEPER, s. m. (ingl.) Quper; goleiro.

KICK, s. m. (ingl.) Chute. (to kick: chutar; to kick off: dar o chute
inicial). (V. Quique e Quicar).

LAO, s. m. Enxerto

LADRO, s. m. Jogador que toma a bola do adversrio assediando-o por
trs.  de antigamente: juiz aposentado.  de melancia: jogador que
corre com os braos esticados para a frente, como se, de fato,
carregasse melancias .

LANADOR, s. m. Diz-se do jogador com habilidade ou funo de lanar.

LANAMENTO, s. m. Ato de lanar; passe adiantado.

LANAR, v. Dar ao companheiro um passe adiantado e no a seus ps. // 
em profundidade: dar o passe muito adiantado e no sentido do comprimento
do campo. //  um jogador: coloc-lo pela primeira vez num time.

LANCE, s. m . Jogada.

LANTERNA, s. m. Aquele que ocupa a ltima colocao, ainda que
temporariamente, num torneio ou campeonato; o mesmo que lanterninha.(A
expresso tem origem no fato de o ltimo elemento de uma expedio ou
caminhada noturna carregar uma lanterna).

LANTERNINHA, s. m. O mesmo que lanterna .

LATA, s. f. Rosto, cara; usado na expresso "na lata da bola": em cheio,
em plena bola.

LATERAL, adj. Relativo a lado; que est ou ocorre ao lado. // s. f.
Diz-se da linha que delimita cada um dos lados do campo. Diz-se da
infrao decorrente de haver a bola sado por essa linha. Diz-se da
cobrana dessa infrao. // s. m. Jogador de defesa encarregado,
principalmente, de marcar os adversrios que atacam por esses lados do
campo ( lateral -direito, lateral- esquerdo.) (V. Arremesso )

LATINHA, s. m. Reprter-volante de rdio ou de televiso que percorre o
campo e suas proximidades. Apito.

LZARO, s. m. Mau jogador, de baixo nvel tcnico ou disciplinar.

LEO, s. m. Jogador corajoso, lutador. //  de treino: jogador que se
destaca nos treinos, mas que se torna apagado nos jogos com outros
times.

LEITEIRO, s. m. Jogador protegido pela sorte (em especial, goleiro).

LEITERIA, s. f. Sorte.

LENOL, s. m. Lance no qual o jogador encobre seu adversrio e recolhe a
bola mais adiante, porm a distncia maior do que no chapu.

LENHA, s. f. Partida difcil. Partida violenta. // Baixar a : atuar com
violncia.

LEONOR, s. f. Abola.

LEQUE, s. m. Modo de se colocarem os jogadores numa espcie de
semicrculo com a parte convexa voltada para o adversrio e ocupando
toda uma faixa do campo.

LESO, s. f. Designao geral de todas as alteraes de um rgo ou
funes de um indivduo.

LESA, s. f. Drible, finta.

LESAR, v. Causar leso a; machucar; provocar acidente em.

LETRA, s. f. Usado na expresso "tirar de letra ": fazer com facilidade
(V. chute de letra ).

LBERO, adj. (italiano). Livre. // Designao do jogador sem funo
especfica em campo seno a de cobrir as eventuais falhas de seus
companheiros, seja como um zagueiro, seja como um mdio encarregado de
combater os adversrios antes que estes pressionem sua defesa, mas que,
por ser livre , pode se movimentar tambm como atacante.

LDER, s. m. (aportug. do ingls leader ). Jogador que, por sua atuao,
assume a direo dos companheiros em campo. Time que est  frente dos
demais num campeonato ou torneio. // Co- lder : lder juntamente com
outro (dois ou mais times com o mesmo nmero de pontos  frente dos
demais concorrentes). //Vice- lder : time que, num campeonato ou num
torneio, encontra-se logo abaixo do lder.

LIGA, s. f. Agremiao de vrios clubes para defesa de interesses
comuns, disputa de campeonatos, etc., que existiu outrora no futebol
brasileiro, hoje substituda pelas federaes estaduais. //  barbante:
denominao depreciativa dada a uma das ligas, quando o futebol carioca
cindiu-se em duas entidades. //  contra o futebol: movimento que, com
esse nome, lutou contra a implantao do futebol no Brasil.

LIGAO, s. f. V. Meia-de-ligao.

LIGAMENTO, s. m. Feixe de tecido fibroso que liga entre si os ossos
articulados ou mantm as vsceras em seus devidos lugares.

LIMITE, s. m. Linha de demarcao. //  fatal: linhas que demarcam a
grande rea; ltimo instante de um jogo.

LINHA, s. f. Qualquer dos traos feitos a cal ou gesso com que se
delimita o campo e suas reas internas. Grupo de jogadores com funes
ofensivas e que atuam mais ou menos em linha (a linha do Flamengo).
Denominao em desuso de grupos de jogadores que atuavam na defesa (
linha de beques, linha de alfes). //  burra: a formada por quatro
beques em rgida formao. //  de fundo: a que delimita o campo no
sentido de seu comprimento. //  de passe: divertimento ou treino no
qual os jogadores tm de controlar a bola um certo nmero de vezes, sem
deix-la tocar o cho, antes de chutar a gol. ( a contagem dos pontos ,
para os atacantes, por gols marcados e , para o goleiro, por bolas
chutadas fora. Encerrada uma partida com a vitria do goleiro, ele passe
a atacante, vindo para o gol aquele que chutou a ltima bola para fora;
caso o goleiro haja perdido, continua no posto.) //  divisria ou 
intermediria: a que divide o campo ao meio . // //  lateral: V.
Lateral N. //  marginal: linha lateral.  mdia: grupo de jogadores
que,, mais ou menos em linha, fazem a ligao entre a defesa e o ataque
de um time. Posio em relao ao adversrio, quando  feito um
lanamento ou passe. (Equivale a impedimento.)

LOTECA, s. f. Corrutela de loteria esportiva.

LOTERIA ESPORTIVA, Ioc. subs. Loteria oficial na qual os pontos
correspondem aos resultados de determinados jogos de futebol previamente
escolhidos.

LUA, s. f. Sol forte.

LUDOPDIO, s. m. ( do latim: ludo , jogo. e pedes , p). Vocbulo
proposto (e que no vingou) para substituir o anglicismo futebol.

LUSA, s. f. Designao da Associao Portuguesa de Desportos(So Paulo,
SP).

LUMBRIGOL, s. m. (BA) Jogador cansado, sem preparo fsico .)

LUVA, s. f. Pea de vesturio com que os goleiros costumam cobrir as
mos para obter mais firmeza ao segurar a bola. PL. Quantia em dinheiro
que certos jogadores recebem quando assinam novos contratos.

LUXAO, s. f. Deslocamento ou sada, total ou parcial, da extremidade
de um osso da sua cavidade articular.

LUXAR, v. Causar ou sofrer luxao em; destroncar.

LUZ, s. f. Avano que um jogador consegue obter de seu adversrio. //
(V, Corta-luz).

MACA, s.f. Cama porttil para transportar jogadores acidentados em
campo.

MACACA, s. f. Designao da A.A. Ponte Preta (Campinas, SP).

MACACO, s. m. Traje de tecido grosso, dividido em cala e jaqueta (ou
suter), usado sobre o uniforme em dias frios ou sem treinamentos, para
perder peso.

MAARICO, s. m. Sol forte; calor inclemente. //  bico 16: calor
insuportvel.

MACRIO, s. m. Carregador de maca.

ME, s. f. Designao dada ao jogador cuja atuao facilita a dos
companheiros, ou do jogador de defesa que marca com delicadeza ou,
ainda, do tcnico ou do dirigente compreensivo ante os problemas
pessoais dos jogadores.

MALABARISMO, s. m. Percia para realizar movimentos difceis e
arriscados com a bola; domnio da bola.

MALABARISTA, s. .m. Jogador que faz malabarismo .

MALHA, s. f. Cada um dos vos entre os fios e os ns da rede do gol; a
rede.

MANGA-VERDE, s. m. (BA) Jogador cansado, sem preparo fsico .

MO, s. f. Forma resumida de " mo na bola", infrao na qual o jogador,
exclusive o goleiro, toca, intencionalmente, a bola com a mo ou o
brao, no decorrer de uma jogada; hands . (V. Lateral ). (Distingue-se
de "bola na mo ", que  um lance acidental, competindo ao juiz fazer a
necessria distino).

MAQUEIRO, s. m. Carregador de maca .

MARCA, s. f. Qualquer um dos pontos assinalados no campo e onde dever
ser posta a bola para o incio ou o reinicio do jogo. //  do pnalti:
local marcado a cal ou gesso, de onde deve ser cobrado o pnalti. (V.
Pnalti.)  fatal: a de onde  cobrado o pnalti

MARCAO, s. f. Ato ou efeito de marcar.

MARCADOR, adj. Que marca . // s. m. Jogador que assinala gols para um
time. Jogador que vigia os movimentos do adversrio e procura tomar-lhe
a bola. Painel onde, no decorrer de um jogo vai sendo indicado o total
de gols de cada um dos times disputantes; placar resultado final.

MARCAR , v. Fazer um gol (o jogador). Assinalar uma infrao e
determinar que seja cobrada (o juiz). Confirmar a validade de um gol (o
juiz). Vigiar, acompanhar todos os movimentos do adversrio e procurar
tomar-lhe a bola ou impedi-lo de alcan-lo (o jogador). //  em cima:
atuar muito prximo do adversrio para impedir seus movimentos; colar.
//  em cima do lance: assinalar uma infrao to logo seja ela cometida
(o juiz)

MARICOTA, s. f. A BOLA.

MARRA, s. f. Usado na expresso "ganhar na marra ", i. , mais pela
valentia e esforo pessoal do que pela superioridade tcnica.

MARRECO, s. m. Apanhador de bola, gandula.

MARROM, adj. Usado na expresso "amadorismo marrom". O que no 
autntico, recebendo os jogadores remuneraes disfaradas.

MASCADO, adj. Fraco e torto, prensado num adversrio ou no cho (chute).

MSCARA, s. f. Demonstrao de superioridade; vaidade ostensiva.

MASCARADO, s. m. Jogador de classe, mas vaidoso e desinteressado dos
lances do jogo.

MASCARAR-SE, v. Adotar atitudes de mascarado.

MASSAGEAR, v. Fazer massagens em.

MASSAGEM, s. f. Compresso sistemtica de certos msculos para obter
benefcios teraputicos.

MASSAGISTA, s. m. Indivduo que faz massagens nos jogadores e que
durante os jogos presta outros servios auxiliares.

MATO, adj. Violento.

MATAR, v. Atenuar o mpeto da bola para poder domin-la a seguir ( matar
no peito, no cho). Atuar com violncia; atingir um adversrio.

MATCH, s. m. (ingl.) Confronto. Termo praticamente substitudo por seus
sinnimos: partida, competio, jogo, etc.

MECHA, s. f. (RS) Chute de curva, desferido com o lado do p; o mesmo
que trivela.

MEDALHINHA, s. f. Pequena medalha com a efgie de santo usado por grande
nmero de jogadores. // Dar da medalhinha pra cima: jogar com violncia
excessiva procurando atingir o adversrio  altura do peito ou do rosto.

MEDIADOR, s. m. Juiz; rbitro.

MEDICINE-BALL, s. f. (medsin bl, ingl.: bola medicinal). Bola grande
cheia de um material que a torna mais ou menos pesada e que a impede de
pular, jogada e agarrada com as mos, para treinamento m uscular.

MDIO, adj. Que atua no meio do time, entre a defesa e o ataque e com a
funo de articular esses setores. // s. m. Jogador que atua nessa
posio ( mdio de ligao). //  de apoio: o que tem funo mais
ofensiva. //  volante: o que tem funo mais defensiva. (V.
Centro-mdio ).

MEIA, s. f. Pea de vesturio que faz parte do uniforme do jogador. //
s. m. Um dos jogadores que no antigo sistema de formao do time ocupava
posio entre o centerfor e os extremos (meia direita e meia esquerda).
//  cancha: rea imaginria paralela s linhas divisrias do campo. //
 de apoio: um dos meias encarregado de armar as jogadas ou de apoiar o
ataque. //  lua: semicrculo traado no campo com 9,15m de raio a
partir da marca do pnalti e terminando na linha horizontal da grande
rea, o qual serve para delimitar a distncia mnima em que podem
estacionar os jogadores, exclusive o encarregado de cobrar uma
penalidade. // (RS) Lance em que um jogador toca a bola por um lado do
adversrio e a alcana pelo outro lado.

MEIO, s. m. (Pop.) Designao da meia do uniforme do jogador de
futebol, para diferenci-la da de uso comum.

MEIO, s. m. A rea imaginria situada no centro do campo ( meio -campo
ou meio -de-campo). Aquele que atua mais ou menos nessa rea (jogador de
meio -campo ou meio -campista). //  da rua: ponto muito afastado do gol
(chutar a gol do meio da rua).

MELANCIA, s. f. Passe malfeito; lanamento errado.

MELAR, v. Usado na expresso " melar o jogo", i. , fazer com que ele
seja interrompido definitivamente por tumulto, falta de garantias, etc.

MEL, s. f. (do francs mle ). Confuso; conflito generalizado. Lance
confuso no qual os jogadores no se ente ncem.

MELHOR DE QUATRO, Ioc. adj. Forma de deciso de um torneio ou campeonato
entre dois times, em que, numa srie de confrontos diretos, 
considerado vencedor o time que, em primeiro lugar, ganhar quatro
pontos.

MELHOR DE TRS, Ioc. adj. Forma de deciso de um torneio ou campeonato
em que dois times que hajam terminado empatados (em primeiro ou em
ltimo lugar) enfrentam-se trs vezes; ser vencedor o que obtiver maior
nmero de pontos.

MENINA, s. f. A bola.

MENGO, s. m. Abreviatura popular do C.R. Flamengo (GB ).

MENGO, s. m. Abreviatura popular do C.R. Flamengo (GB ).

MENISCO, s. m. Denominao de uma cartilagem fibromuscular em forma de
crescente ou meio anel existente na articulao do fmur com a tbia. (O
menisco pode ser extrado em casos de rompimento ou de leses crnicas
provocadas por tores v iolentas.)

MERGULHAR, v. Dar um salto mais ou menos paralelo ao solo para a
alcanar a bola ( em geral, o goleiro).

MERGULHO, s. m. Ato de mergulhar.

META, s. f. Gol, conjunto formado pelas traves e travesso que o
delimitam. // Tiro de : forma oficial de recolocar a bola em jogo
quando ela sai de campo pela linha de fundo, enviada por um atacante; o
tiro de meta deve ser cobrado do interior da pequena rea (ou rea de
meta) por qualquer defensor e a bola s estar em jogo aps transpor uma
das linhas que delimitam a grande rea.

MINUTO, s. m. Usado na expresso " minuto final", i. , os ltimos
instantes de um jogo; o apagar das luzes. //  de silncio: espao de
tempo, antes do incio do jogo, durante o qual os jogadores em campo
permanecem perfilados e silenciosos para prestar uma homenagem pstuma.
(Em So Paulo, o minuto de silncio costuma ser acompanhado pela "Ave
Maria", de Gounod.)

MISTO, adj. Diz-se do time formado com jogadores titulares, reservas, em
experincia, juvenis, etc. // s. m. Esse time.

MOFAR, v. Permanecer indefinidamente; usado mais comumente no jogo de
linha de passe (V.) com relao ao goleiro, quando derrotado.

MOND, s. m. (BA) O mesmo que suborno. Entrar no mond: aceitar suborno.

MONDEZEIRO, s. m. (BA/NE) Jogador que aceita suborno.

MONOTOQUE, S. M. Tipo de treinamento em que os jogadores, divididos em
duas equipes, realizam uma partida normal, mas podendo, cada um deles,
tocar uma s vez na bola por joga da.

MORCEGO, s. m. (BA) Chupador.

MORDOMO, s. m. (SP) Roupeiro.

MORRINHO, s. m. Qualquer salincia existente no campo e capaz de alterar
o rumo da bola. (V. Gol de morrinho ).

MOSCA, s. f. Usado nas expresses " mosca de boi ou mosca de bolo". que
designam o jogador inoportuno que, fora de campo, intromete-se em
assuntos que no lhe dizem respeito ou, ainda, para designar o jogador
que no se separa de seu adversrio.

MOSCAR, v. (RJ) Bobear, falhar por distrao.

MOTOR, s. m. Jogador que, por sua movimentao em campo, impulsiona todo
o time.

MOTORZINHO, s. m. Jogador que se movimenta sem cessar durante o jogo.

MOVIMENTAR, v. Por em movimento (a bola). Modificar o resultado
existente (movimentar o placar). //  se: mover-se , correr pelo campo.

MUNHEQUEIRA, s. f. Cinta elstica para proteger o punho.

MURALHA, s. f. Defesa compacta; barreira. Goleiro intransponvel. //
ltima muralha : o goleiro.

NAMORO, s. m. Lance em que dois adversrios se encaram por alguns
segundos sem tomarem uma deciso.

NO-AMADOR, s. m. Jogador que, embora no mais possua a qualidade de
amador, no firmou contrato como profissional.

NARIZ, s. m. Usado na expresso "do nariz pra baixo tudo  canela", ou
seja, a partir do nariz, qualquer parte do corpo,  semelhana da
canela, pode ser atingida por um pontap .

NEGA, s. m. A bola.

NEGRA, s. f. ltima partida de uma srie decisiva.

N, s. m. Drible do qual o adversrio no escapa, usado na expresso
"dar um n": driblar com pletamente.

NOVENTA, num. Usado na expresso "os noventa ", i. , o jogo, a parti
da.

NMERO 5, Ioc. subs. A bola.

BA-BA, Ioc. s. Diz-se da publicao (entrevista, declarao) ou
veculo que trata o futebol e seus problemas de maneira unicamente
otimista.

OBSERVADOR, s. m. Que ou aquele que observa: olheiro.

OBSTRUO, s. f. Infrao que consiste em procurar impedir que um
adversrio alcance a bola, usando para isso os braos ou o corpo, sem
segur-lo ou empurr-lo. ( punida com tiro livre indireto: dois
lances.)

OBSTRUIR, v. Fazer obstruo.

OCTO, pref. Significa oito.

OCTOGONAL, adj. Torneio entre oito times.

OFENSA, s. f. Usado, no plural, na expresso "ofensas morais", as quais
consistem em o jogador injuriar ou desacatar, no decorrer de um jogo, o
juiz, seus auxiliares, adversrios ou mesmo companheiros. ( punida com
tiro livre indireto  falta tcnica, ou com advertncia  carto
amarelo, ou at mesmo com expulso  carto vermelho.)

OFENSIVA, s. f. Ato de atacar; ataque. Grupo de jogadores que, num time,
tm as funes de atacar.

OFF-SIDE, s. m. (ingl.  ofsaide ) Impedimento, V, ofisaide.

OFICIAL, s. m. (arc.) Juiz, rbitro.

OFISAIDE, s. m. (ingl. off-side) Impedimento.

OL, interj. Exclamao com que a torcida aplaude a srie de dribles ou
de lances feitos por um jogador ou por um time, na qual o adversrio 
seguidamente batido e fica desnorteado. // Dar um : desnortear o
adversrio com uma srie de dribles ou de lances conjuntos sem grande
finalidade prtica, para humilh-lo ou para fazer passar o tempo.(A
expresso, que  tpica das touradas, foi trazida do Mxico, onde a
torcida a empregava para ovacionar os dribles de Garrincha durante uma
temporada do Botafogo naquele pas .)

OL-OL, Ioc. s. Refro cantado por torcedores quando sua equipe est
vencendo uma partida.

OLHEIRO, s. m. Indivduo que observa a atuao de jogadores de outras
agremiaes para prestar informaes sobre eles ao clube que lhe deu tal
incumbncia, podendo ainda inform-lo a respeito de mtodos de
treinamento, tticas, etc., dos seus possveis adversrios; espio

OLMPICA, s. f. A bola (por associao coma de uma marca comercial muito
popular).

OLMPICO, adj. V. Gol olmpico.

OMEGA, s. m. Relgio; cronmetro usado pelo juiz (por associao com a
marca sua).

ONZE, num. Equipe, time. // Brincar nas : ser capaz de jogar nas onze
posies de um time, ou pelo menos em vrias delas.

OPACO, adj. (BA) Jogador ruim, que no se destaca ou no dribla.

OPORTUNISMO, s. m. Qualidade que tm certos jogadores para aproveitar
falhas ou faltas de ateno do adversrio, por menores que sejam.

OPORTUNISTA, adj. e s. m. Que, ou jogador que age com oportunismo.

PADIOLA, s. f. Maca.

PALETEIRO, s. m. (BA) Jogador que s joga descalo.

PALMILHA, s. f. Chapa fina, em geral de espuma de borracha, que se
acrescenta ao interior da chuteira para melhor adapt-la ao p.

PANELO, s. m. Jogador que come muito durante um certo perodo de
concentrao.

PANINHO, s. m. (RS) Drible curto.

PANO, s. m. (RS) Drible.

PAPO, adj. e s. m. Que, ou time, que durante um certo perodo tem uma
srie de vitrias em um campeonato ou torneio.

PAPUDO, adj. e s. m. Que, ou dirigente que faz promessas mas no as
cumpre; cartola.

PAR OU MPAR, Ioc. subs. Usada interrogativamente como uma das formas
para decidir qual o time que dar a sada ou escolher o campo;  tambm
usada nas peladas para indicar quem comear a escolher os jogadores.
(Os dois disputantes mantm uma das mos atrs das costas e escolhem um
nmero representado por dedos esticados mantendo os demais encolhidos,
No ato da pergunta "par ou mpar?", um deles grita par! e ambos lanam
simultaneamente as mos para a frente. A soma dos dedos, se par ou
mpar, indicar o ganhador.)

PARBOLA, s. f. Designao da curva que a bola, a exemplo dos projteis,
costuma descrever.

PARADA, s. f. Dificuldade, problema. (Esse beque  uma parada.) // Bola
: designao do chute desferido em cobrana de infrao quando, pela
Regra, a bola deve estar parada.

PARADINHA, s. f. Forma irregular de cobrar um pnalti, na qual o
jogador, na corrida, simula parar antes de chutar, visando a enganar o
goleiro. (Criada por Pel, foi posteriormente proibida pelo
International Boad.)

PAREDO, s. m. Goleiro excelente; muralha.

PAREDE, s. f. Barreira. // Fazer parede (ou paredinha), proteger (o
defensor) a chegada da bola s mos de seu goleiro, impedindo com o
corpo que um adversrio dela se aposse.

PAREDRO, (), s. m. Dirigente de clube, federao, etc.; elemento de
cpula.

PARTIDA, s. f. Jogo, incio, comeo.

PASSAR, v. Dar um passe. Ir alm de; deixar para trs (o adversrio). //
 lotado: atitude do jogador que, embora ultrapasse pelo adversrio,
continua a correr atrs da bola sem no entanto alcan-la. (Origina-se
dos antigos usurios sem se deter quando expunham a tabuleta lotado. )

PASSE, s. m. Ato ou efeito de procurar passar ou entregar a bola a um
companheiro. Documento pelo qual um indivduo cede a um clube, com
exclusividade, os seus servios de jogador profissional de futebol. (V.
Atestado liberatrio ).

PASSEAR, v. Dar um passeio; movimentar-se (o jogador)
desinteressadamente durante uma partida. Vencer com extrema facilidade.

PASSEIO, s. m. Jogo vencido com a mxima facilidade; ba ile.

PATADA, s. f. Chute violento. Pontap.

PARA-DURA, adj. (RS) Jogador ruim, perna-de-pau.

PATEK PHILIPPE, s. m. Relgio, cronmetro usado pelo juiz (por
associao com o da famosa marca sua)

PATEIRO, s. m. Goleiro que engole patos; mau goleiro.

PATEQUE, s. m. (pop.) forma reduzida de Patek Philippe.

PATO, s. m. Frango, time que  vencido com a mxima facilidade; jogador
facilmente enganado.

PATRIOTA, adj. Juiz ou auxiliar que favorece a equipe de seu Estado ou
pais durante uma partida.

PATRIOTADA, s. f. Erro ou conjuntos de erros cometidos por um juiz ou
auxiliar patriota.

PAU, s. m. Qualquer das traves do gol. Chute violento. Derrota por larga
margem de pontos. // Dar um pau: atingir violentamente o adversrio;
chutar com violncia.

PAULADA, s. f. Chute violento na bola, Pancada; agress o.

PAULISTINHA, s. f. Pancada na coxa com o joelho; tosto.

PAUS, s. m. pl. O Gol.

P, s. m. Parte do corpo que se articula com a parte inferior da perna.
//  bobo: aquele com que o jogador chuta mal ou no sabe chutar. // 
de-atleta: micose entre os dedos dos ps; espcie de frieira. // 
-de-boi: jogador que treina com afinco. //  -de-moa: jogador de chute
fraco; jogador que no disputa a bola com viribilidade. //  -de-valsa:
jogador que atua com elegncia e leveza. //  -duro: jogador que entra
com firmeza nas disputas de bola. //  -frio: jogador sem sorte ou que 
acusado de trazer azar. //  -grande: jogador do interior, matuto. // 
-inchado: p -grande. //  -mole: jogador que no tem firmeza para
disputar a bola. //  -podre: p -bobo. //  -quente: jogador a quem se
atribui a faculdade de trazer sorte. //  -torto: jogador que no tem
direo nos chutes. // Botar o p na forma: treinar com afinco para
obter preciso nos chutes. // Enfiar o : chutar com violncia; rebater
de qualquer modo; atingir o adversrio. // Ficar a : ser batido e
ultrapassado pelo adversrio pelo adversrio de modo irrecupervel. //
Meter o : cortar a trajetria da bola; enfiar o p . // Pegar no (ou
pelo) : surpreender o adversrio. // Peito do : parte mal, no saber
jogar.

PEDRA, s. f. Usado na expresso "jogar pedra"(ou pedras) i.  ., jogar
mal, no saber jogar.

PEDRADA, s. f. Chute violento; paulada

PEGAR, v . Segurar; agarrar. Atingir, pespegar. //  at pensamento:
modo de referir-se a um goleiro que faz defesas impossveis. //  pelo
rabo: cortar (o goleiro), no ltimo instante, o gol que seria um frango.
//  tudo: defender todas as bolas(o goleiro).

PEITORAL, s. m. (Pop.) Peito; trax.

PEITORIL, s. m. Peitora.

PEIXE, s. m. Designao do Santos F.C. (Santos, SP).

PEIXEIRO, s. m. Torcedor do Santos F.C.

PEIXINHO, s. m. Mergulho que d o jogador para cabecear uma bola.

PELADA, s. f. Jogo realizado em campo imprprio e que pouco segue as
regras oficiais. Jogo de baixo nvel tcnico.

PELADEIRO, s. m. Participante de peladas. Jogador sem disciplina ttica
ou sem tcnica.

PELEJA, s. f. Jogo, partida.

PELEJAR, v. Combater, participar de uma partida.

PELOTA, s. f. Bola.

PELOTAO, s. m. Chute violento.

PENA, s. f. Penalidade . //  mxima: pnalti.

PENAL, s. m. Abreviatura de pnalti.

PENALIDADE, s. f. Punio que o juiz aplica a um time por haver um ou
mais jogadores do mesmo desrespeitado, em dado momento, qualquer das
regras do futebol; pena. //  mxima: pnalti.

PNALTI, s. m. (aportug. do ingls penalty : pena , punio). Infrao
cometida por um ou por vrios jogadores dentro de sua prpria grande
rea (cometer pnalti ). A punio correspondente a essa infrao
(marcar  o juiz  o pnalti ). A cobrana dessa punio (bater, cobrar
o pnalti ). ( O pnalti  cobrado estando a bola na marca a isso
destinada a 11 metros  12 jardas  da linha do gol, por um chute livre,
direto, a ser defendido apenas pelo goleiro; o jogador que faz a
cobrana pode afastar-se quanto quiser da bola mas, no ato de chutar,
no pode titubear nem interromper a corrida. (V. Paradinha ).

PENEIRA, s. f. Goleiro que deixa passar a maioria das bolas. Jogador que
 vencido com facilidade. // Passar na : submeter-se (o jogador) a
experincias em um clube, visando a posterior contratao.

PENOSA, s. f. Frango.

PENTA, pref. Elemento de composio que exprime a idia de cinco.

PENTACAMPEO, s. m. Campeo por cinco vezes.

PENTAGONAL, adj. Torneio entre cinco times.

PENTEAR, v. Passar a sola da chuteira repetidas vezes sobre a bola.

PEQUENO, adj. Diz-se do clube ou agremiao que, dentro de sua
categoria, tem menor expresso do que outros  os grandes.

PEREBA, s. m. Pssimo jogador.

PERERECAR, v. Saltar (a bola ou o jogador) de modo inesperado. Fugir s
disputas de bola do jogador.

PERFORMANCE, s. f. (do francs). Atuao.

PERNA, s. f. Cada um dos membros locomotores do homem e dos animais.
Parte desse membro que vai do joelho ao p. //  cega: a que corresponde
ao p com o qual o jogador chuta pouco ou mal. //  de pau: jogador que
no sabe chutar; mau jogador. //  do bonde: perna cega (a ceguinha). //
Faltar : cansar; no poder mais correr (o jogador ou o time). // Ter :
ter boas condies fsicas; no parar de correr.

PERNADA, s. f. Pancada com a perna; rasteira; forma de derrubar um
adversrio puxando-o por uma das pernas.

PERNETA, s. m. Perna-de-pau.

PERNIO, s. m. Osso da perna articulado com a tbia na parte superior e
com o astrgalo no calcanhar.

PERSEGUIDA, s. f. A bola.

PERU, s. m. Frango; indivduo intrometido. (BA) jogador que prende a
bola, que gira muito para domin-la.

PESCADOR, s. m. (RS) Jogador que fica com freqncia em impedimento.

PETARDO, s. m. Chute muito potente.

PETELECO, s. m. Tapa fraco que o goleiro d na bola. Chute fraco.

PICADINHO, s. m. Designao de um estilo de jogar com passes curtos,
laterais e sem grande objetividade.

PIMBA, interj. Chute: (???????) chutada.

PINGA-PINGA, s. m. Repetio constante de centros altos sobre a rea
adversria.

PINGAR, v. Cair (a bola) de maneira mais ou menos vertical sobre a rea.
Cair e pular no campo( a bola). Centrar bolas altas sobre a rea.

PIPOCADA, s. f. Chute violento.

PIPOCAR, v. Saltar para evitar choque fsico com o adversrio (o
jogador).

PISAR, v. Prender a bola no cho com a sola da chuteira, para domin-la
ou por inadvertncia. Calcar com o p (o adversrio).

PITOMBA, s. f. Chute violento. Pancada; soco.

PITU, s. m. (BA) Drible, finta.

PIV, s. m. (aportug. do francs pivot: eixo, pea central) Jogador que,
de uma posio central, tem a incumbncia de distribuir as jogadas para
os companheiros, a exemplo do jogador de basquete que tem essas funes.

PIVOTEAR, v. Atuar nas funes de piv; girar com rapidez sobre si
mesmo.

PLACAR, s. m. (aportug. do francs placard: painel) Painel existente nos
campos de futebol onde vo sendo consignados os resultados de um jogo.

PLANTAR, v. Deter com violncia (um jogador). // Manter a maior parte do
time em funo defensiva. // Permanecer parado; movimentar-se pouco.

P-DE-ARROZ, s. m. Designao do Fluminense F.C. (GB) e da sua torcida.

PODRE, adj. Diz-se do passe ou do lanamento em que a bola se oferece
mais para o adversrio ou, ainda, do passe que dificilmente ser
alcanado antes que ela saia de campo. // Bola : a passada nas
condies acima. // Ir na : disputar ou tentar dominar a bola podre .

POLEGADA, s. f. Medida inglesa de comprimento equivalente a 25,4 mm.

PONTA, s. f. A parte lateral do campo mais afastada do centro. (RS)
Pontap proposital no adversrio. // s. m. Jogador de ataque que atua
mais ou menos junto s linhas laterais do campo ( ponta -direita e ponta
-esquerda), posio essa correspondente  do extrema no antigo sistema
de escalao; ponteiro ; extrema. //  de barbante: ponta que joga mal.
//  de charuto ou de cigarro: ponta de barbante . //  -de-lana:
jogador de ataque encarregado de avanar  frente dos companheiros para
abrir caminho. //  e dupla: primeiro e segundo lugares. // V. 
de-lana: atacante, em geral um dos meias que atua  frente dos seus
companheiros, com a funo especfica de marcar gols.

PONTAP, s. m. Pancada desferida com o p; chute. //  inicial: chute
dado por pessoa estranha, com que se costuma iniciar certos jogos a que
se quer dar um significado oficial; Kick off.

PONTE, s. f. Salto mais ou menos perpendicular  linha de fundo que d o
goleiro para alcanar a bola.

PONTEIRO, s. m. Jogador que atua na ponta; ponta ; time que est em
primeiro lugar num campeonato ou torneio.

PONTO, s. m. Unidade de contagem do futebol, pela qual cada gol marcado
vale um ponto; gol; tento. Vantagem obtida ou perdida numa escala de
classificao por pontos. // Treze pontos: vitria, consagrao. (V.
classificao por pontos ).

PORCENTAGEM, s. f. Usado na expresso porcentagem legal, ou seja, os 15%
(quinze vezes a centsima parte) do valor do passe a que tem direito o
jogador transferido, desde que esteja h mais de trs anos no clube.

PORRADA, s. f. Pancada, pontap. Refro cantado pela torcida para pedir
maior violncia  sua equipe preferida.

PRATA DA CASA, Ioc. s. Jogador que chegou  equipe principal tendo
comeado sua carreira nas divises inferiores do mesmo clube.

PREGA-PRESA, s. m. Diz-se do jogador veloz mas de passadas curtas.

POSTE, s. m. Trave ou travesso do gol. Jogador moroso e muito alto.

PREGAR, v. Atingir, violentamente, a bola ou um adversrio. Cansar,
perder a condio fsica.

PRELIAR, v. Jogar, disputar em jogo.

PRELIMA, s. f. Forma popular de preliminar.

PRELIMINAR, adj. e s. f. Que ou o jogo que antecede o principal.

PRLIO, s. m. Jogo.

PR-OLMPICO, adj. Relativo a jogos realizados antes de uma olimpada,
visando  classificao para ela. // s. m. Esse jogo. Jogador ou time
que participa desse jogo.

PRENSADA, adj. Bola chutada quase ao mesmo tempo por dois jogadores.

PRENSAR, v. Estourar, chutar simultaneamente a bola.

PREPARADOR, s. m. O que prepara ou treina. //  fsico: Indivduo
incumbido do treinamento muscular dos jogadores e da recuperao fsica
dos mesmos.

PR-SELECIONADO, adj. Diz-se do grupo de jogadores ou do time organizado
com antecedncia visando  constituio de um selecionado.

PRETINHO, s. m. O juiz.

PROFISSIONAL, adj. e s. m. Que, ou indivduo que joga futebol por
profisso, como, meio de vida. //  no-amador: remunerado.

PROFISSIONALISMO, s. m. Carreira ou categoria de profissional. Regime no
qual os jogadores fazem do futebol uma profisso remunerada.

PRORROGAO, s. f. Prosseguimento de um jogo aps o trmino de seu tempo
regulamentar, para que haja uma deciso de campeonato ou torneio.

PRORROGAR, v. Determinar (o juiz) a prorrogao de um jogo.

PUGNA, s. f. Jogo.

PULMO, s. m. Maior ou menor resistncia fsica do jogador (ter pulmo,
no ter pulmo ) // Ter um pulmo s: ter flego apenas para a metade do
jogo. //  do time: jogador ou jogadores que mais correm numa equipe.

PUNHEIRA, s. f. Munhequeira.

PUXADA, s. f. Jogada na qual o jogador, tendo um dos ps no cho, chuta
com o outro a bola por cima da cabea e em direo s suas prprias
costas.

PUXETA, s. f. Espcie de puxada curta. // Meia : modalidade de puxeta
na qual a bola sai pelo lado.

QUADRADO, s. m. Formao ttica na qual os jogadores de um time
movimentam-se mais ou menos como se formassem um quadrado, quer onde se
encontra o adversrio, quer em torno da rea que tencionam conquistar.
//  mgico: formao ttica na qual a tarefa de ligao entre a defesa
e o ataque  formada por quatro jogadores que se alternam e se colocam
como se estivessem nos vrtices de um quadrado.

QUADRANGULAR, adj. Diz-se do torneio entre quatro times.

QUADRILTERO, s. m. Campo. Grande rea. Pequena rea.

QUADRO, s. m. Time.

QUATRO-DOIS-QUATRO, loc. s. Sistema de jogo em que os jogadores esto
dispostos em trs linhas de quatro, dois e quatro homens.

QUATRO LINHAS, loc. subs. O campo, p. ext., o futebol.

QUATRO-QUATRO-DOIS, loc. s. Sistema ttico, variante defensiva do 4-2-4,
em que as linhas passam a ter quatro, quatro e dois jogadores.

QUATRO-TRS-TRS, Ioc. s. Sistema ttico, variante do 4-2-4 em que as
linhas passam a ter quatro, trs e trs jogadores.

QUEBRADO, adj. Cansado, exausto. Contundido.

QUEBRAR, v. Atingir violentamente o adversrio. // Botar para quebrar;
esforar-se ao mximo; atingir violentamente; ganhar seguidamente
(refro popular: "Ol ol, o nosso time est botando pra quebrar").

QUDIS, s. m. pl. Sapatos de lona usados pelos jogadores de futebol de
salo, ou treinos, semelhantes aos de basquete.

QUICAR, v. (do ingls to kick ) Pular (a bola) quando bate no cho.

QUPER, s. m. (aportug. do ingl. goal keeper ). Golquper , goleiro.

QUIQUE, s. m. (do ingls kick ). Pulo que a bola d quando bate no cho,
rebote.

QUOTA, s. f. Quantia recebida por um clube ou agremiao para realizar
uma ou mais partidas. Parcela desta quantia recebida por um jogador cuja
presena em campo valoriza a quota da equipe.

RAA, s. f. Coragem; valentia (ganhar na raa ).

RACHA, s. m. Pelada. Jogo violento e sem tcnica.

RACHAR, v. Atingir com violncia.

RAPADURA, s. f. O lance; a partida. // Entregar a rapadura : desanimar;
ser derrotado sem luta.

RAPOSA, s. m. Designao do E.C. Cruzeiro (Belo Horizonte, MG).

RASPO, s. m. Usado na expresso "de raspo". i. , roando, tocando de
leve ao passar.

RASPAR, v. Passar de raspo.

RASTEIRA, s. f. Modo de derrubar o adversrio metendo entre suas pernas
o prprio p ou perna.

RASTEIRO, s. m. Rente ao cho, junto ao gramado.

RATO, adj. Desonesto, ladro (o juiz).

REBABA, s. f. Corruptela de rebarba.

REBARBA, s. f. Jogador ou grupo de jogadores afastados da equipe
principal.

REBARBAR, v. Desprezar; afastar da equipe principal.

REBATER, v. Chutar em direo mais ou menos oposta quela em que veio a
bola.

REBATIDA, s. f. Ato de rebater a bola.

REBOLO, s. m. Grupo de clubes ou agremiaes (ou torneio disputado por
esses clubes) que lutam para escapar ao descenso para uma diviso
inferior; o mesmo que Torneio da Morte.

REBORRIA, s. m. (BA) Mau jogador; pssimo jogador.

REBOTE, s. m. Salto que d a bola depois de chocar-se com o cho, a
trave ou o adversrio; repique; quique. Circunstncia momentnea na qual
a bola, chutada em direo ao gol mas no defendida, pode ser dominada
por um atacante ou por um defensor.

RECOPA, s. f. Torneio disputado entre os vencedores de um mesmo torneio
durante um nmero estabelecido de anos.

REDE, s. f. Tranado de corda fina em malhas que, preso s traves,
reveste a parte externa do gol para sustar a trajetria da bola, devendo
cair pelo menos 1,50m da linha do gol. Sinn.: barbante, fil, roseira,
vu da noiva, etc. (As regras do futebol no obrigam o uso da rede,
apenas recomendam o.)

REDOLERO, s. m. (PE) Chute de curva ou de efeito.

REDONDA, s, f, Abola. Adj. Precisa, no lugar certo (Lanou uma bola
redonda ).

REDUTO, s. m. Sede de clube ou de qualquer outra entidade. Posio;
local. // ltimo reduto : o gol.

REFERI, s. m. (Abastardamento do ingls referee ). Juiz.

REFILO, s. m. (RS) Chute no qual o jogador pega a bola de lado. Raspo.

REFREGA, s. f. Jogo; partida. Disputa de lance.

REGRA, s. f. Designao de cada uma das normas ou preceitos que, em
nmero de dezessete, regulam a prtica do futebol. (V. no apndice do
DdF o texto completo das regras. )

RENDA, s. f. Quantia em dinheiro arrecadada pela venda de ingressos para
um jogo. //  bruta: o total da arrecadao. //  lquida: a apurada
aps os descontos das despesas e a ser distribuda entre os clubes que
disputaram o jogo.

REPREENDER, v. Dar repreenso.

REPREENSO, s. f. Censura mais ou menos enrgica que o juiz dirige a um
jogador que cometeu infrao. (Embora o CBF esclarea que a advertncia
seja feita pela simples exibio do carto amarelo, alguns juzes ainda
recorrem  repreenso verbal).

RESERVA, s. f. Situao do jogador em condies de substituir um outro
que ocupa posio efetiva. // s. m. Jogador nessa situao ou condio.

RETRANCA, s. f. Sistema ttico no qual a grande maioria dos jogadores
atua na defesa, com ataques espordicos. (V. Ferrolho ).

RETURNO, s. m Segundo turno.

REVERSO, s. f. Ato de reverter.

REVERTER, v. Dar (o juiz) ao time faltoso o benefcio do arremesso
lateral que o jogador do time anteriormente prejudicado no soubera
cobrar.

RIPADA, s. f. (BA) Pontap. sarrafada.

RODA, s. f. Usado na expresso " roda de bobo".(V. Bobo ) BOTAR NA RODA
ou botar os cabeudos na roda : trocar passes, obrigando o adversrio a
correr atrs da bola, para cans-lo ou para ganhar tempo.

RODADA, s. f. Srie de jogos que, conforme a tabela de um campeonato ou
torneio, esto reunidos em uma ou duas datas prximas (a rodada da
semana).

ROSCA, s. f. Chute de efeito, de curva.

ROSEIRA, s. f. Arede. O gol. // Balanar a roseira : marcar um gol.

RTULA, s. f. Osso em forma de disco  frente da articulao do joelho.

ROUPEIRO, s. m. Funcionrio encarregado do controle e conservao do
material esportivo de um clube.

RUBRO, adj. Vermelho (os rubros : os do Amrica FC, GB). Tambm
empregado nas palavras compostas em que entra essa cor: rubro- negro (CR
Flamengo // GB), rubro-anil (bonsucesso FC, GB).

RUPTURA, s. f. Ato ou efeito de romper; hrnia.

SABO, s. m. Nome que se d  bola quando est molhada pela chuva e se
torna escorregadia.

SABATINA, s. f. Partida ou srie de partidas disputadas aos sbados.

SACO, s. m. Rede, gol; o interior do gol limitado pela rede. //  de
pancada; jogador ou equipe que apanha e/ou perde com freqncia.

SAGA, s. f. Linha ou grupo de jogadores com funes defensivas.

SADA, s. f. Ato de dar o chute inicial na bola quando comeam o
primeiro e o segundo tempos do jogo ou, ainda aps a marcao de um gol.
(V. Pontap inicial .) //   Bangu: modo de iniciar-se um jogo tipo
pelada, no qual a bola no  posta no centro do campo, mas em qualquer
outro ponto arbitr rio.

SALRIO, s. m. Remunerao quase sempre mensal, pada ao jogador
profissional., e que no inclui luvas nem gratificaes por jogos ganhos
ou empatados. Designao dada ao jogador novo ou de baixo nvel tcnico,
que recebe apenas o salrio mnimo (o Bituca  salrio ).

SALDO, s. m. Diferena entre uma performance positiva e uma negativa;
saldo de gols: diferena entre os gols marcados e os gols sofridos por
uma equipe.

SALVA, s. f. Srie consecutiva de chutes a gol.

SAMBUR s. m. A rede.

SANDUCHE, s. m. Infrao na qual um jogador  prensado por dois
adversrios.

SANFONA, s. f. Sistema ttico segundo o qual os atacantes, ao avanarem
pelo campo adversrio, so seguidos pelos mdicos e estes pelos
defensores, procedendo-se o recuo na mesma ordem, num movimento de
vaivm que lembra o da sanfona.

SARRAFADA, s. f. Entrada violenta, para atingir o advers rio.

SARRAFEAR, v. Dar sarrafadas; atingir violentamente o adversrio.

SARRAFO, s. m. Pontap para atingir o adversrio. // Baixar o sarrafo:
dar sarrafada; agir com violncia

SAUDADE, s. f. Usado na expresso "deixar na saudade ", que significa
fintar o adversrio de modo to inapelvel que ele no tem a menor
possibilidade de recuperar a bola.

SCORE, s. m. (ingl.) Escorre.

SCRATCH, s. m. (ingl.) Escrete.

SECO, s. m. Com vontade de jogar, com secura.

SECURA, s. f. Desejo intenso de jogar.// s. m. Jogador que demonstra
grande desejo de disputar partidas ou lances.

S, s. m. Jogador annimo; qualquer jogador. //  da lata: o juiz. // 
galinha: jogador medroso.

SELAO, s. m. Chute violento contra um jogador ou trav e.

SELAR, v. Chutar com fora contra um jogador ou tr ave.

SELEO, s. f. Time formado pelos melhores jogadores de uma cidade,
regio, Estado, pas, etc., para represent-los em simples jogos,
torneios ou campeonatos. //  permanente: a que no se dispersa aps a
disputa dos jogos para os quais foi organizada e que continua a treinar
com seus elementos bsicos e outros convocados, visando a futuros
compromissos.

SELECIONADO, adj. Que foi escolhido para uma seleo. // s. m. Jogador
que integra uma seleo; seleo, escrete.

SELECIONAR, v. Escolher jogadores para formar uma seleo.

SEM-PULO, s. m. Chute desferido no momento em que tanto o jogador como a
bola esto no ar.

SEMICRCULO, s. m. Meia -lua. Trajetria da bola que decorre de chute
com efeito em curva.

SETOR, s. m. Zona do campo onde certos jogadores mais ou menos se
agrupam (o setor da defesa). // - rea delimitada pelas linhas lateral e
de fundo e por um setor de circunferncia traado a partir da interseo
daquelas.

SISTEMA, s. m. Conjunto de normas tticas estabelecidas e treinadas com
antecedncia e que os jogadores de um time devem utilizar em campo;
estrutura bsica de uma equipe de futebol; organizao em campo. (V.
Diagonal, Quatro-dois-quatro, Quatro-trs-trs, Quatro-quatro-dois WM,
Zona.)

SOBREPASSO, s. m. Infrao cometida pelo goleiro quando, no interior de
sua rea, d mais de quatro passos com a bola nas mos ou quicando-a no
campo. ( punida com tiro livre indireto: dois lances.)

SOCIAL, adj. Relativo aos scios de um clube. // - PI. Diz-se do setor
de um estgio ou arquibancada reservado aos scios do clube.

SOCO, adj . Pancada dada com a mo fechada. // Tirar de : rebater (o
goleiro) uma bola alta com um soco; //  de Pel: maneira de se
comemorar um gol ( pelo autor) que consiste em, na corrida, saltar e dar
um ou mais socos no ar, como faz o mencionado jogador.

SOLA, s. f. Parte da chuteira que assenta no cho e onde esto as
traves. // Entrar de : disputar uma jogada de modo irregular e
violento, avanando a sola (e as traves) da chutei ra.

SOLAR, v. Entrar de sola.

SOMBRERO, s. m. Jogada semelhante  do chapu, porm com a bola
descrevendo uma curva mais extensa. (A diferena est na maior largura
da aba do sombrero  chapu  mexicano para a dos nossos chapus.)

SOPRADOR DE APITO, Ioc. subs. O juiz; mau juiz.

SUBSTITUIO, s. f. Faculdade que tem um time de, durante o jogo, trocar
por outros at trs dos seus jogadores em campo. (O substituto  sempre
um dos cinco reservas cujos nomes foram relacionados com antecedncia e
deve apresentar-se ao juiz antes de comear a jogar.)

SUBSTITUIR, v. Fazer substituio.

SMULA, s. f. Documento oficial que resume as principais ocorrncias do
jogo, relaciona os jogadores que atuaram e seus reservas, o nmero de
gols assinalados. etc. (A smula  elaborada pelo juiz da partida.)

SUNGA, s. f. Espcie de calo de malha, curto e justo no corpo, que se
veste por baixo do calo de jogo para suster e proteger os rgos
genitais.

SUPERCAMPEO, s. m. Jogador ou time vencedor de supercampeonato.

SUPERCAMPEONATO, s. m. Torneio disputado entre trs ou mais equipes que
terminaram a fase regulamentar de um campeonato empatados;
super-supercampeonato realizado para decidir a classificao entre
equipes que tenham terminado um primeiro supercampeonato empatadas.

SUPORTE ATLTICO, Ioc. subst. Culhoneira.

SUSPENDER, v. Determinar a suspenso. Jogar de modo violento; entrar nas
jogadas com rispidez. Centrar, alar.

SUSPENSO, s. f. Ato pelo qual uma autoridade esportiva ou mesmo
policial pode impedir a realizao de um jogo, em especial por faltas de
garantias para sua realizao, por no haverem sido atendidas as
formalidades necessrias, etc.; ato pelo qual o juiz pode interromper em
definitivo um jogo, por falta de condies tcnicas ou de segurana para
que ele prossiga, e, nesse caso, o tempo regulamentar restante ser
disputado em outra ocasio.(V. Interrupo .) Ato pelo qual um tribunal
esportivo probe um jogador de atuar por um determinado nmero de jogos
ou por um determinado espao de tempo.

SUSPENSO, adj. Que sofreu pena de suspenso (jogador). Que no teve
prosseguimento (jogo).

SUVELA, s. f. Boa jogada.

TABELA , s. f. Relao dos jogos e suas datas de um campeonato ou
torneio, bem como dos locais onde sero os mesmos disputados. Jogada na
qual dois ou mais jogadores, na corrida, trocam passes entre si.

TABELINHA, s. f. Jogada semelhante  tabela , mas a curta distncia e a
grande velocidade.

TABU, s. m. Designao de um longo perodo em que uma equipe permanece
sem vencer uma outra equipe ou mesmo de sua conseqncia.

TAA, s. f. Copa; trofu.

TANQUE, s. m. Jogador robusto, de pouca tcnica, que procura romper a
defesa adversria usando apenas o corpo.

TAPA-BURACO, s. m. Jogador capaz de jogar em diferentes posies, mas
que no  o titular do time.

TAPETE, s. m. O campo; o gramado.

TAPETO, s. m. Designao dada aos tribunais esportivos e s sedes das
Federaes onde, em certos casos, os pontos de um jogo so ganhos.

TAQUINHO, s. m. Jogada na qual o jogador toca a bola com o calcanhar
para cima, alcanando-a atrs do corpo.

TAQUITO, s. m. Calcanhar. // De taquito: de calcanhar.

TASTAVIAR, v. (RS) Catar cavaco.

TTICA, s. f. Sistemas de movimentao e de colocao dos jogadores de
um time em campo, quer para um jogo, quer para perodos dele.

TTICO, adj. e s. m. Que, ou indivduo que usa ttica (treinador,
jogador).

TEAM, s. m. (ingls) Time.

TCNICA, s. f. Maior ou menor capacidade de um jogador de dominar a bola
e de movimentar-se em campo.

TCNICO, adj. Que tem tcnica. Que se refere a tcnica . // Profissional
encarregado de treinar e orientar a parte ttica de um time; treinador.

TEIPE, s. m. (aportug. do ingls tape: Fita gravada de um jogo para
reproduo em televiso: vdeo- fita.

TELEFONE, adj. Preto; escuro (jogador, dirigente). S. m. Usado na
expresso "Olha o telefone"; com que a torcida ou o torcedor pede a
retirada de campo do jogador que no est agradando.

TELEGRAFAR, v. Fazer um passe de maneira to clara que at mesmo o
adversrio possa prever a jogado.

TENTO, s. m. Gol; ponto.

TESOURA, s. f. Lance irregular que consiste em o jogador prender a perna
ou o corpo do adversrio com as suas prprias pernas como se fossem uma
tesoura. //  voadora: a que  escutada no ar.

TESOURINHA, s. f. Diz-se do jogador que possu as coxas convergentes e
as canelas divergentes, assemelhando-se a uma tesoura,

TESTADA, s. f. Cabeada.

TESTAR, v. Cabecear.

TETRA, Prefixo que significa "quatro".

TETRACAMPEO, s. m. Campeo por quatro vezes.

TICO-TICO, s. m. Designao do lance ou do estilo de jogo pouco
eficiente, sem agressividade. Passe fraco.

TIJOLADA, s. f. Tijolo.

TIJOLO, s. m. Chute a gol,, muito violento, de difcil defesa.

TIMAO, s. m. Grande time; time excelente.

TIME, s. m. (aportug. do ingls team ) Grupo de onze jogadores com que 
iniciada uma partida de futebol contra outro grupo de igual nmero;
quadro; equipe.

TIRAMBAO, s. m. Chute muito violento em direo ao gol.

TIRA-TEIMA, s. m. Lance, jogo ou srie de jogos em que os adversrios
decidem qual deles  o melhor.

TIRO, s. m. Chute. //  livre: penalidade que corresponde a determinadas
infrao e na qual os adversrios devem postar-se a 9,15m da bola,
podendo o cobrador chutar diretamente a gol. //  livre indireto:
penalidade a que corresponde a determinadas infraes, na qual os
adversrios devem postar-se a 9,15m da bola, no podendo o cobrador
chutar diretamente a gol; chute, arremesso.

TIROMBAO, s. m. Tirambao.

TITULAR, adj. e s. m. Que, ou jogador que ocupa de modo mais ou menos
definitivo uma posio num time.

TOCAR, v. Bater de leve; raspar. Impulsionar (a bo la).

TOCO, s. m. Infrao que consiste em o jogador prender com o p o p do
adversrio, ainda que por frao de segundo.

TOQUE, s. m. Contato, pancada deliberada com a mo na bola; hands.
Contato, pancada na bola com o p ou outra parte do corpo. //  de bola:
modo de movimenta ou tocar a bola com maior ou menor preciso.

TORCEDOR, adj. e s. m. Que ou aquele que torce . //  de bandeira:
torcedor fantico que comparece aos jogos com a bandeira do seu clube;
por extenso, torcedor apaixonado.

TORCER, v Manifestar publicamente sua simpatia por um clube ou por um
time. Causar luxao ( torcer o p, a perna). //  -se. Contrair-se,
contorcer-se pela dor.

TORCIDA, s. f. Conjunto de torcedores . O pblico em geral.

TORNEAR, v. (RS) Chutar com efeito. Pentear.

TORNEIO, s. m. Campeonato, em geral quando  realizado por iniciativa de
clubes ou de empresrios, para diferenci-lo do que  realizado por
entidades oficiais (campeonato propriamente dito). //  classificatrio:
o que tem em vista selecionar um ou mais times para um torneio de grau
superior. //  da morte: o que tem por fim determinar o time ou clube
que ser definitivamente eliminado dos demais jogos, ou, ainda, o clube
que ser transferido para uma diviso inferior.

TORNOZELEIRA s. f. Pea de pano elstico para dar firmeza ao
tornozelo).

TORNOZELO, s. m. Salincia ssea na articulao do p com a perna;
artelho.

TOSS, s. m. (ingl.) Cara ou coroa.

TOSTO, s. m. Ato de atingir a coxa do adversrio com o joelho.

TOT, s. m. (GB) Toque curto e fraco na bola com a face interna do p.
(SP) Toque curto e fraco na bola com a face externa do p. (RS) Exibio
s custas de um time fraco. //  de bola: banho de bola .

TOUCA, adj. (RS) Azarento, agourador. Diz-se do time de menor categoria
que, costumeiramente, consegue vencer outro mais forte.

TOURADA, s. f. Jogo violento.

TRANCAR, v . Dar tranco . Impedir a passagem.

TRANCELIM, s. m. (RS) Sucesso de dribles em vrios adversrios (fazer
trancelim).

TRANCO, s. m. Forma de deslocar o adversrio embatendo corpo a corpo; //
 lcito: forma de deslocar o adversrio chocando ombro contra ombro.

TRANSFERNCIA, s. f. Ato ou efeito de transferir.

TRANSFERIR (-se), v. Fazer passar, ceder; mudar de clube para outro
(jogador, tcnico, etc. ). Mudar para data posterior um jogo.

TRAULITADA, s. f. Pontap no adversrio. Chute violento.

TRAVA, s. f. Pequeno tronco de cone de couro ou de outro material no
metlico, com 12mm no mnimo de dimetro na parte superior, aplicado 
sola da chuteira.

TRAVADA, s. f. Ato ou efeito de travar.

TRAVAR, v. Dominar com as travas (a bola). Bloquear; conter (o
adversrio).

TRAVE, s. f. Cada um dos postes laterais do gol. (PE) O gol inteiro,
incluindo o travesso.

TRAVESSO, s. m. Espcie de trave que une os postes laterais e delimita
a altura do gol.

TREINADOR, s. m. Profissional que treina um time, tcnico.

TREINAMENTO, s. m. Ao de treinar.

TREINAR, v. Submeter a treino. Participar de treino.

TREINO, s. m. Ato ou efeito de treinar . Exerccio ou conjunto de
exerccio, com ou sem a bola, praticados por um jogador ou conjuntos de
jogadores, como preparo fsico ou para aperfeioar suas habilidades.
Jogo sem formalidades. em que so ensaiadas tticas de defesa ou de
ataque, fazendo-se verificaes sobre a capacidade ou entendimento dos
jogadores, etc. Denominao de um jogo disputado contra adversrio muito
fraco. //   ; jogo  jogo: ditado popular segundo o qual as
possibilidades de um time so efetivamente postas  prova durante um
jogo.

TRS PAUS, Ioc. subs. O conjunto das traves e do travesso; o gol. //
Lugar de goleiro  nos trs paus: ditado popular segundo o qual o
goleiro no deve se afastar de sua meta.

TRI, pref. Significa trs.

TRICAMPEO, s. m. Campeo por trs vezes.

TRIANGULAR, adj. Torneio entre trs equipes.

TRIANGULAR, v. Movimentar-se (os jogadores), ou  bola, formando
tringulo com as linhas imaginrias percorridas.

TRIBUNA, s. f. Localidade em um estdio privativa de autoridades,
dirigentes, pessoas gradas, etc. //  de honra: a destinada s altas
autoridades ou a convidados de categoria. //  de imprensa: a destinada
aos profissionais da imprensa. //  especial: a ocupada por
proprietrios de cadeiras cativa ou a de maior conforto e melhor
localizao.

TRIO, s. m. Grupo de trs jogadores, nos antigos sistemas de escalao (
trio final: o goleiro e os dois beques; trio atacante: o centerfor e os
dois meias). //  de arbitragem: o juiz e seus dois auxiliares.

TRIP, s. m. Formao ttica, em geral situada no meio do campo,
composta de trs jogadores.

TRISCAR, v. Estourar; dividir (a bola). Trincar (um osso).

TRIVELA, s. f. Curva; efeito. // Chute de : de curva, com efeito.

TUBIGEIRA, s. f. (RS) Tornozeleira.

TNEL, s. m. Passagem subterrnea, inacessvel ao pblico, que liga o
vestirio ao campo.(V. Boca do tnel ).

TURMA, s. f. Grupo; time. //  da ave-maria: jogadores  margem da
equipe principal e que treinam no fim da tarde.

TURNO, s. m. Srie de jogos que, reunidos, formam uma das etapas de um
campeonato ou torneio.

UNIFORME, s. m. Conjunto das peas do vesturio que, por suas cores,
indicam um determinado clube.

LTIMO, adj. Usado na expresso " ltimo andar": a parte do gol junto ao
travesso.

URUBU, s. m. O juiz ou o seu auxiliar. (V. Apndice ). // Denominao do
C.R. Flamengo, (GB).

URSO, s. m. V. Joo-bobo.

VAGABUNDA, s. f. A bola.

VANTAGEM, s. f. Usado na expresso "lei da vantagem ", segundo o qual o
juiz no deve punir a falta quando o prosseguimento da jogada 
favorvel ao time que a sofreu. // Levar : ser vtima de uma infrao
e, mesmo assim, manter o controle da bola e condies, ainda que um
pouco piores, de prosseguir a jogada.

VARRER, v. Usado na expresso " varrer a rea", i. ., eliminar de
qualquer modo uma presso que se exercita sobre a rea.

VARIZ, s. f. Dilatao permanente de uma veia, ocasionada por acumulao
permanente de sangue. (Mais usado no plural: varizes.)

VRZEA, s. f. ( SP) Designao genrica dos campos de futebol
localizados em terrenos baldios dos subrbios e utilizados por clubes ou
times de amadores.

VARZEANO, adj. e s. m. (SP) Que, ou o que  ou ocorre na vrzea
(jogador, jogo, time, clube).

VAZAR, v. Fazer, marcar gol.

VEIA, s. f. Usado na expresso "pegar na veia", i. ., chutar a bola em
cheio, com grande violncia, e deformando-a um pouco.

VENDER, v. Falhar involuntariamente deixando o companheiro em situao
difcil ( vender o goleiro), ceder o atestado liberatrio (o clube) de
um jogador.

VESTIRIO, s. m. Local onde os jogadores trocam de roupa e de onde saem
e para onde regressam, antes do incio de um jogo ou no seu final.

VU DA NOIVA, Ioc. subs. A rede do gol.

VIESA, adj. (RS). Corruptela de enviesado . // Chute de ; chute torto,
sem direo.

VIRADA, s. f. Lance no qual o jogador gira o corpo para chutar. Reao
de um time no sentido de modificar o resultado de um jogo, em busca da
vitria.

VIRAR, v. Girar sobre si mesmo no ato de dar uma virada para chutar.
Chegar  vitria em um jogo que era desfavorvel. Trocar, aps o
intervalo, de lado do campo.

VIRILHA, s. f. Parte do corpo que corresponde  juno da coxa com o
ventre.

VIVA SO JOO, Ioc. subst. Chute para cima, sem direo, semelhante a um
foguete.

VOLANTE, adj. Mvel; que no tem posio fixa. Abrev. de mdio- volante.

VOLEIO, s. m. Jogada em que o jogador com um ou com dois ps no ar chuta
a bola antes que ela toque no cho, mais ou menos de lado e com fora.

VOLTAR, v. Recuar (o jogador) para auxiliar sua defesa. Dar um passe
para trs, em direo a sua prpria defesa.

VO, s. m. Salto do goleiro, quase sempre muito extenso e com o corpo
esticado. XERIFE, s. m. Jogador que defende sua rea com violncia e
imbudo de autoridade.

W.M., s. m. Sistema ttico de jogo no qual a disposio dos jogadores em
campo lembra a forma dessas duas letr as.

W.O., s. m. (abrev. de expresso inglesa walk over ) Abandono;
desistncia; no compadecimento (de um time) ao jogo programado.

ZAGUEIRO, s. m. Integrante da saga e que corresponde ao antigo beque.

ZEBRA, s. f. Empregado na expresso "dar zebra" , i. ., o clube
fraqussimo ganhar, por azar, do mais forte. (A expresso foi criada por
Gentil Cardoso, que usou um animal inexistente no jogo do bicho para
exemplificar a possibilidade de resultados imprevisveis e aparentemente
impossveis no futebol).

ZOADO, adj. Aturdido. Diz-se do jogador que participa pela primeira vez
de uma partida importante ou decisiva.

ZONA, s. f. Faixa, trecho imaginrio do campo, correspondendo mais ou
menos aos locais onde as aes so especficas ( zona de defesa, de
ataque). // expresso popular para designar o espao do campo prximo s
entradas de reas de gol, onde as disputas pela bola so to acuradas
que, segundo se diz, a grama no vinga, mas apenas o agrio , planta que
seria muito mais resistente.( Tal verso no  verdadeira, nem o agrio
medra nos campo.) //  morta: cada um dos cantos do campo entre os
limites da grande rea e as linhas de fundo e lateral. // Fazer uma:
desarticular o sistema ttico do time adversrio. // Marcao por :
aquela em que cada jogador de defesa  responsvel por uma determinada
faixa do campo e no pela vigilncia sobre um ou mais adversrios.

ZORRA,  s.  f.  (GB)  Confuso;  atropelo.  (PE)   Linha    de    passe.
                                 * * *
Abreviaturas empregadas neste dicionrio:

adj.         adjetivo

adv.         advrbio

Anat.         Anatomia

ant .        antigo,                 antiquado

aportug.         aportuguesamento

art.         artigo

aum.         aumentativo

Biotip.         Biotipologia

Bras.         Brasil,                 brasileirismo

cf.         confronte

Cir.         Cirurgia

dimin.         diminutivo

el.         elemento

esp.         espanhol

etim.         etimologia

f.         feminino

fig.         figurado

Fisiol.         Fisiologia

f.                 paral.         forma paralela

fr.         francs

fut.         futebol

gn.         gnero

gr.         gria

ingl.         ingls

interj.         interjeio

ital.         italianismo

jur.         jurdico

Med.         Medicina

neol.         neologismo

num.         numeral

p.         pronominal

pej .        pejorativo

pl.         plural

pop.         popular

por                 ext.         por extenso

port.         portugus,                 portuguesa

pref.         prefixo

p.us.         pouco                 usado

s.         substantivo

sinn .        sinnimo

v.         verbo

V.         Vide,                 veja

vulg.         vulgar

_         substitui,                 no comeo das frases, a palavra que inicia
o verbete


As siglas dos Estados e regies do Brasil so as adotadas pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica;
as demais vo definidas no texto.
